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sexta-feira, 20 março, 2026
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EUA abrem investigação contra presidente da Colômbia

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A Justiça dos EUA examina o suposto envolvimento do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, com o narcotráfico. O inquérito ainda está em seus estágios iniciais, mas coloca mais um líder latino-americano no foco da pressão da Casa Branca.

A investigação não se limita apenas ao presidente colombiano. Mas o inquérito suspeita de encontros de Petro com pessoas acusadas de fazer parte de organizações do narcotráfico. No caso da Venezuela, Nicolas Maduro foi também alvo de denúncias similares. Parte da acusação contra o venezuelano foi derrubada depois que Maduro chegou aos EUA, sequestrado no começo do ano.

Segundo o novo inquérito, os americanos avaliam se Petro solicitou dinheiro do narcotráfico para sua campanha eleitoral.

No caso do colombiano, a relação entre seu governo e Trump havia gerado uma intensa crise em 2025. Diversos membros de sua administração foram alvos de sanções e o americano chegou a alertar que Petro poderia estar com seus dias contados.

A relação sofreu uma mudança brusca em 2026, inclusive com a visita do colombiano à Casa Branca e elogios de Trump a Petro.

Mas o inquérito, agora, ameaça abalar a aproximação. Ela ainda ocorre num momento crítico em Bogotá diante de eleições presidenciais em maio e consideradas como estratégicas para o plano de Donald Trump de garantir sua hegemonia na região.

Lula em Bogotá

A pressão sobre a Colômbia preocupa o Brasil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajará para Bogotá no fim de semana com a missão, segundo o governo, de lutar pela sobrevivência da autonomia da América Latina. O objetivo é participar da reunião da Celac (Comunidade de Estados Latino-americanos), esvaziada pelo boicote de líderes da extrema direita da região.

Ainda assim, a avaliação do Palácio do Planalto é que a presença de Lula é estratégica, mesmo com a ausência de mais de uma dezena de chefes de estado.

A constatação do governo brasileiro é que, se Donald Trump quer avançar em transformar a região em um quintal, ele terá de desmontar e minar o trabalho da Celac. Mantê-la viva, portanto, é estratégico para assegurar alguma esperança de independência e de soberania.

Outra constatação do governo brasileiro é de que o Mercosul pode voltar a ser estratégico para mobilizar a região contra uma ofensiva dos EUA. Nas últimas semanas, o Panamá e a Colômbia indicaram que gostariam de fazer parte do bloco. Bogotá também sinalizou ainda que a Venezuela ainda teria interesse em aderir ao Mercosul.

Brasil teme ‘pirotecnia’ de Trump em Cuba

O Brasil ainda olha com “extrema preocupação” a possibilidade de uma ação militar dos EUA em Cuba, principalmente se Trump tiver a necessidade de desviar a atenção de um fracasso no Irã.

Um dos cenários temidos é de uma ação “pirotécnica” para derrubar o regime em Havana, com um impacto profundo para toda a região. Cuba, portanto, seria um prêmio simbólico para a extrema direita americana e uma espécie de acerto de contas histórico para os EUA.

O Brasil considera que os cubanos vivem uma profunda crise humanitária e, nos últimos dias, decidiu mandar ajuda alimentar e de remédios para a ilha.





ICL Notícias

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