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A saída dos Estados Unidos da Unesco foi oficializada nesta terça-feira (22). O país disse que a sua continuidade não era do interesse nacional, após a notícia ter sido divulgada pelo jornal americano New York Post.
Essa já é a segunda vez que o governo de Donald Trump retira os EUA da Unesco, sendo a primeira no seu primeiro mandato, em 2017, contudo, a decisão foi revertida pelo governo Biden em 2023.
A saída veio logo após o anúncio da retirada do país da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da suspensão ao financiamento da ajuda internacional.
“A Unesco trabalha para promover causas sociais e culturais divisórias e mantém um foco desproporcional nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, uma agenda global e ideológica para o desenvolvimento internacional que está em contradição com a nossa política externa American First”, afirmou a porta-voz do Departamento de Estado, Tammy Bruce, em comunicado.
Casa Branca (foto: KEVIN DIETSCH/POOL)
O governo americano justificou a decisão pelas posições da organização consideradas anti-Israel, além do apoio a causas culturais e sociais vistas como “divisórias” e “politicamente corretas”.
“A decisão da Unesco de admitir o Estado da Palestina como Estado-membro é altamente problemática, contrária à política dos Estados Unidos e contribuiu para a proliferação de discursos hostis a Israel dentro da organização”, acrescentou Bruce.
A porta voz da Casa Branca, Anne Kelly, disse que Trump está priorizando os interesses nacionais e quer garantir que a participação dos EUA em organizações internacionais esteja alinhada com os interesses nacionais.
Saída dos Estados Unidos já era esperada
Após a oficialização da saída do país, a diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, lamentou a decisão dos Estados Unidos mas disse que ela já era esperada e que a Unesco estava preparada.
Em comunicado enviado aos funcionários, a Unesco admite o impacto da decisão norte-americana nas missões, mas reconhece que será menos significativo do que no passado. A organização afirma que conseguiu adaptar-se na ausência de um dos seus membros fundadores no passado e garante que, nesta fase, não estão previstas demissões.
Atualmente, os EUA contribuem com cerca de 8% do orçamento da Unesco, diferente dos 20% que contribuiam da ultima vez que anunciaram que deixariam a oranização.



