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sexta-feira, 16 outubro, 2026
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Escola de Manaus celebra 50 anos com espetáculo que homenageia educadores

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Montagem do CAIA, construída a partir de pesquisa sobre quatro momentos do Centro Educacional Pingo de Gente e Laviniense, percorreu a trajetória da instituição desde a fundação, em 1976, até os desafios da educação contemporânea, com lembranças de ex-alunos, famílias e educadores.

De um jardim de infância no Centro de Manaus a uma escola que atravessou cinco décadas de transformações na educação, a história do Centro Educacional Pingo de Gente e Laviniense foi contada por meio da arte e das memórias de diferentes gerações. Na quarta-feira (14/10), o espetáculo comemorativo dos 50 anos da instituição reuniu professores, ex-alunos, famílias e dirigentes no Teatro Manauara, no Manauara Shopping, em uma apresentação que percorreu os caminhos da escola desde 1976 e destacou como a educação se reinventa sem perder de vista a formação humana.

A montagem do Centro de Artes Integradas do Amazonas (CAIA) reconstruiu momentos marcantes dessa trajetória, como a fundação da escola, a expansão das atividades, os desafios impostos pela pandemia de covid-19 e as mudanças que acompanham a educação no período pós-pandemia. O espetáculo transformou a história institucional em uma narrativa sobre pessoas, vínculos e a passagem do tempo.

A celebração, na véspera do Dia do Professor (15 de outubro), também prestou homenagem aos educadores que participaram dessa caminhada.

A diretora-geral, Neila Amorim Fernandes, é parte importante dessas transformações. Ela construiu a carreira na instituição, onde foi professora, coordenadora e diretora pedagógica antes de assumir a direção-geral, em 2020. Para ela, chegar aos 50 anos significa reconhecer o esforço de quem idealizou, construiu e manteve a escola ao longo das décadas, inclusive nos períodos mais difíceis.

“Você chega aos 50 anos e diz: olha só o que foi feito, o que está sendo feito e o que vai ser feito”, resumiu Neila, ao destacar a emoção de celebrar a trajetória e a responsabilidade de preparar as novas gerações. Segundo a diretora, a proposta é formar pessoas íntegras, capazes de contribuir com a sociedade para além da futura atuação profissional.

Crescer sem perder a essência

A expansão de uma instituição de ensino também envolve o desafio de preservar sua identidade. Para Josep Clauber, CEO do Grupo Cognita na América Latina, que administra a escola desde 2019, o crescimento precisa ser acompanhado pela preparação das pessoas que dão vida ao projeto educacional.

“O que assegura a essência do Pingo de Gente e Laviniense é ter um time preparado”, afirmou. Na avaliação dele, a estrutura física e os investimentos são importantes, mas são os profissionais que sustentam a proposta pedagógica e transformam os projetos em experiências de aprendizagem.

A valorização das equipes está ligada a outro compromisso: formar estudantes que, no futuro, possam assumir responsabilidades e exercer liderança em diferentes áreas. “Sabemos que a ‘tia Neila’ está sempre pensando em projetos, e nós tentamos ajudá-la a tornar esses sonhos realidade. Por isso é importante ir formando futuros líderes, porque essa é a essência de qualquer sucesso da escola”, completou.

Formação para os desafios do futuro

A relação entre a educação básica e os caminhos que crianças e jovens percorrem depois da escola também esteve presente na celebração. Entre os convidados estava o ex-reitor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) Sylvio Puga, professor universitário há 28 anos, que estudou na escola quando criança, entre 1978 e 1979.

“Foi um momento de muita felicidade e emoção. Lembrar da tia Beth, da tia Lu, como nós as chamávamos. E eu lembrei, naquela encenação, da aula de boas maneiras, que quando criança a gente não entendia muito, por óbvio, mas que carregamos até hoje. Então, a escola já ensinava para a vida, não apenas para a sala de aula, e isso foi muito importante. As recordações que eu tenho são as melhores possíveis, e hoje vim com muita alegria participar desta festa, que é de muita emoção para mim, particularmente, e com certeza para todos que participaram dessa construção”, disse.

Ele destacou a importância de preparar os estudantes para as exigências do mundo do trabalho e para as mudanças sociais e tecnológicas, uma das preocupações da escola. “Antes de tudo, eu sou professor”, afirmou, ao comentar a expectativa de receber na universidade jovens cada vez mais qualificados e preparados para os desafios contemporâneos.

Reconstruindo-se na pandemia

Uma das passagens mais sensíveis da apresentação foi a encenação do período da pandemia, quando o fechamento das escolas e o distanciamento social alteraram a rotina de crianças, professores e famílias. O espetáculo mostrou a carreata organizada pela equipe da escola para reencontrar os estudantes, respeitando os cuidados sanitários daquele momento.

De acordo com a narrativa da produção, a iniciativa permanece na memória da direção como exemplo de que o trabalho educativo vai além da sala de aula. Em um período de isolamento e incertezas, a presença dos professores e da equipe foi uma forma de preservar os vínculos e mostrar às crianças que, mesmo distantes fisicamente, elas continuavam fazendo parte de uma comunidade.

Tradição

Fundado em 8 de março de 1976 pelas irmãs Maria Elisabete Claro Magalhães e Natalia de Lourdes Claro Vieiralves, o Pingo de Gente começou como um jardim de infância na Rua Comendador Clementino, no Centro de Manaus. Em 1988, passou a funcionar no bairro Vieiralves e, em 1990, ganhou um novo capítulo com a integração ao Laviniense Ensino Integrado. Em 2002, chegou à sede atual, em Adrianópolis. Desde dezembro de 2019, integra o Grupo Cognita, movimento que marcou mais uma etapa de sua história.

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