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segunda-feira, 16 fevereiro, 2026
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Entrevista de Lula quebra recorde de engajamento nas redes do NYT

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A entrevista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao jornal norte-americano The New York Times se tornou a publicação com maior engajamento do veículo no Instagram em 2025, segundo levantamento da FGV Comunicação.

O conteúdo, que abordou as tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos ao Brasil durante o governo de Donald Trump, impulsionou o debate digital e superou marcas anteriores do jornal na plataforma.

De acordo com o estudo, a publicação recebeu mais de 746 mil curtidas e comentários, número 163% superior ao segundo post mais popular relacionado ao Brasil — a indicação da atriz Fernanda Torres ao Oscar. O conteúdo também ultrapassou, em curtidas, a postagem sobre a morte do papa Francisco e, em comentários, a matéria sobre protestos contra Trump nos EUA.

Entre os dados analisados desde 2020, a publicação ocupa o topo em volume de comentários. Em engajamento geral, no entanto, fica atrás apenas da postagem sobre a morte da atriz Maggie Smith, em 2024.

Entrevista de Lula quebra recorde de engajamento nas redes do NYT

De acordo com levantamento da FGV Comunicação, post do jornal ‘The New York Times’ com Lula se tornou o mais engajado do veículo em 2025

Lula: críticas a Trump e defesa da soberania

Na entrevista, publicada em 30 de julho, Lula criticou as tarifas de 50% impostas por Trump a produtos brasileiros, classificando a medida como uma tentativa de interferência na soberania nacional. “Em nenhum momento o Brasil negociará como se fosse um país pequeno contra um país grande”, afirmou o presidente.

Segundo o New York Times, essa foi a primeira entrevista concedida por Lula ao jornal em 13 anos. A publicação destacou que “talvez não haja nenhum líder mundial desafiando o presidente Trump tão fortemente quanto o Sr. Lula”.

Lula disse ainda que a imposição de tarifas não causa “medo” ao governo brasileiro, embora reconheça as consequências econômicas. “Estamos tratando isso com a máxima seriedade. Mas seriedade não exige subserviência”, declarou.

O presidente também afirmou que os americanos pagarão o preço pela política adotada por Trump, citando produtos como café, carne e suco de laranja. “Vamos deixar uma relação diplomática de 201 anos de ganha-ganha, para uma relação política perde-perde”, criticou.

Relações comerciais e posicionamento internacional

Lula revelou ter tentado contato com representantes do governo dos EUA, sem sucesso. Reforçou ainda que o Brasil buscará novos mercados se for necessário. “Temos uma relação comercial extraordinária com a China. […] Não tenho preferência. Tenho interesse em vender para quem quiser comprar de mim — para quem pagar mais.”

Apesar das críticas, o presidente afirmou não se opor à ideologia de Trump. “É uma questão para o povo americano lidar. Eles votaram nele. Fim da história.”



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