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O Rio Grande do Sul já não suporta mais os retrocessos comandados por Eduardo Leite (PSD). Seu governo, em vez de dialogar com a população e enfrentar os desafios históricos do nosso Estado, age de costas para o povo, sacrificando os mais pobres, desmontando serviços públicos e priorizando interesses privados.
Um exemplo gritante está em Viamão, onde o Projeto de Lei 280 tramita na Assembleia Legislativa. O texto autoriza a doação da área da antiga Fepagro para a prefeitura, ignorando que se trata de território indígena e faz parte de um acordo judicial, onde vivem cerca de 60 famílias. Ao invés de respeitar a dignidade desses povos, o governo abre caminho para a instalação de um Centro Logístico, Empresarial e Tecnológico no local sagrado. É uma afronta às comunidades indígenas e à história do povo gaúcho.
Mas os ataques em Viamão não param por aí. O município tem sido vítima de um verdadeiro pacote de negligências e desmandos. A perfuração irregular de poços artesianos pela Corsan privatizada, sem licenças, nem estudos ambientais revela a negligência dos órgãos ambientais que deveriam fiscalizar a obra. Sem transparência essa ação se transforma em ameaça ao aquífero de Águas Claras, que abastece milhares de famílias, além de colocar em risco toda a bacia do Rio Gravataí. Uma omissão do Estado em regular e fiscalizar atividades de impacto ambiental.
Some-se a isso a tentativa de instalar um lixão disfarçado de aterro sanitário, projeto que despreza a saúde da população e pode comprometer de forma irreversível áreas de preservação, localizadas na Fazenda Monte Verde, na Rodovia Acrísio Prates, zona rural de Viamão.
Já a promessa de duplicação da RS-118, obra de resiliência, numa rodovia que foi a única ligação do Estado com o resto do país durante a enchente de 2024, segue inconclusa. Mesmo com os recursos do FUNRIGS disponíveis, a inércia penaliza toda a região Metropolitana, trabalhadores, estudantes e produtores rurais que dependem diariamente dessa rodovia para circular entre Viamão, Alvorada e Gravataí.
Esse padrão de descaso se repete em todo o estado. No campo dos direitos das mulheres, o governador anunciou com pompa, em junho de 2025, a recriação da Secretaria de Políticas para as Mulheres, que levou dois meses para ser aprovada pela Assembleia Legislativa, mas até agora ainda não saiu do papel. Enquanto isso o Rio Grande do Sul bate recordes de feminicídios e segue sem uma política pública robusta para prevenção e acolhimento. É o abismo entre discurso e prática.
A tragédia climática de maio de 2024 expôs esse abismo de forma cruel. Leite anunciou R$ 4,1 bilhões para o Plano Rio Grande, mas, até agora só foram executados R$ 373 milhões. Comunidades seguem abandonadas, pontes continuam destruídas e famílias perderam tudo. O governo federal, sob a liderança do presidente Lula, foi quem socorreu o Estado de verdade, com R$ 111,6 bilhões em recursos, dos quais R$ 89 bilhões já foram executados.
Eduardo Leite, ao contrário, preferiu transformar a dor em palanque, lançando até um documentário autopromocional pago com dinheiro público, enquanto hospitais e escolas sofriam com cortes orçamentários.
A lista de retrocessos é longa. Leite aumentou o ICMS, taxando até alimentos da cesta básica, sufocou servidores públicos que estão sem reajuste e trabalham em condições precárias, além de caminhoneiros e trabalhadores com pedágios abusivos em várias rodovias estratégicas. Também firmou acordos vergonhosos com o Ministério Público para só cumprir o mínimo constitucional da saúde e da educação em 2030 e 2032, respectivamente.
O que se vê é um projeto deliberado de Estado mínimo: desmonta-se a saúde, a educação e a proteção social, enquanto se blindam os privilégios de poucos. Viamão, com todos os exemplos de abandono, se tornou símbolo desse modelo fracassado.
O Rio Grande do Sul não precisa de mais sacrifícios. Precisa de justiça social, desenvolvimento sustentável, democracia e respeito ao seu povo. E é isso que seguiremos defendendo, denunciando cada injustiça e resistindo a cada retrocesso que o governo Eduardo Leite tenta impor.
*Stela Farias é deputada estadual (PT-RS) e presidenta da Força-Tarefa de Combate aos Feminicídios do RS.
**Este é um artigo de opinião e não necessariamente representa a linha editorial do Brasil do Fato.
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Fonte: Brasil de Fato



