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Um ataque de drone atingiu nesta segunda-feira (08) o barco Family, principal embarcação da Global Sumud Flotilla, no porto de Sidi Bou Saïd, em Túnis, na Tunísia. Até o momento não está claro quem foi o responsável pela ação.
Nas redes sociais, organizadores classificaram a ação como ilegal e denunciaram que o ataque constitui violação da soberania da Tunísia.
Segundo eles, a ofensiva teria como objetivo intimidar ativistas que, de acordo com a denúncia, buscam cobrar a aplicação da Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio, ratificada por 153 países, diante da acusação de genocídio contra Israel em Gaza.
A embarcação já havia transportado ativistas de destaque, como a sueca Greta Thunberg, o brasileiro Thiago Ávila, o jornalista Kieran Andrieu, do Novara Media, além de outros organizadores da flotilha, antes de atracar em território tunisiano.
Os organizadores denunciaram o episódio como um ataque contra a iniciativa e reforçaram que a Tunísia se posiciona em solidariedade ao povo palestino. Até o momento, autoridades tunisianas não divulgaram informações oficiais sobre o ocorrido.
Até o momento, não há informações oficiais do governo tunisiano ou de agências de monitoramento internacional que confirmem as circunstâncias ou a natureza das acusações.

Flotilha para Gaza
Milhares de pessoas haviam se reunido no domingo no porto de Sidi Bou para recepcionar os ativistas. Na ocasião, o ato teve como objetivo manifestar apoio à Palestina e reforçar o apelo pelo fim do bloqueio imposto à Faixa de Gaza.
A embarcação é da Global Sumud Flotilla, missão internacional que pretende levar, por meio naval, ajuda humanitária a Gaza, no Estado Palestino.
O território, com acesso totalmente controlado por Israel, sofre oficialmente com a fome, segundo a Classificação Integrada da Fase de Segurança Alimentar (IPC, na sigla em inglês), órgão ligado à Organização das Nações Unidas (ONU).
A flotilha reúne delegações de mais de 44 países, com partidas da Espanha, no domingo (31), e da Tunísia, na quinta-feira (4). Segundo os organizadores, a ação é considerada uma das maiores missões de solidariedade internacional já feitas para Gaza.



