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sábado, 22 agosto, 2026
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Em comício no Rio, Lula promete reforço federal no combate ao crime organizado

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou, neste sábado (22), seu primeiro comício no Rio de Janeiro durante a campanha presidencial. O ato ocorreu no Estádio Proletário Guilherme da Silveira Filho, o Moça Bonita, em Bangu, na zona oeste da capital, e contou com a presença de Eduardo Paes (PSD) e dos candidatos da chapa no estado, Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD).

A escolha do estádio teve caráter simbólico. Inaugurado em 1947, o Moça Bonita foi construído ao lado da antiga Fábrica de Tecidos Bangu, que funcionou até 2004 e teve papel importante na formação do bairro, atraindo milhares de trabalhadores para a região.

Lula iniciou oficialmente sua campanha no último domingo (16), com um comício em São Bernardo do Campo (SP), cidade onde construiu sua trajetória como líder sindical e comandou importantes greves durante o processo de redemocratização do país.

No mesmo dia, o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) também realizou um ato de campanha no Rio. O evento ocorreu no Maracanãzinho, durante o lançamento conjunto das candidaturas do PL no estado, incluindo a de Douglas Ruas (PL) ao governo fluminense.

A segurança pública foi um dos principais temas do discurso de Lula. O presidente afirmou que pretende criar um Ministério da Segurança Pública e uma Força Especial Federal, além de atuar para recuperar territórios dominados pelo crime organizado no Rio.

Lula também afirmou que o estado precisa deixar de ocupar espaço nas páginas policiais em razão da violência e de escândalos políticos.

Ao falar sobre a sucessão no governo fluminense, o presidente elogiou Ricardo Couto, que assumiu o comando do estado após a saída de Cláudio Castro (PL). Segundo Lula, o governador em exercício teria iniciado um processo de “limpeza” que deverá ser continuado por Paes.

“Deus nos deu um homem chamado Ricardo Couto. Nosso governador. Um homem que jamais pensou em ser governador, nunca foi filiado a partido político. Mas quis a política e quis Deus que estava na hora do Rio de Janeiro de ter alguém que moralizasse esse estado”, afirmou.

Lula acrescentou: “Queria dar meus parabéns a Ricardo Couto, que começou uma limpeza que você [Eduardo] vai ter que continuar quando for eleito”. Em seguida, resumiu o compromisso com o candidato: “Ajudar você a reconstruir o Rio de Janeiro”.

O ato ocorreu um dia após a divulgação da pesquisa mais recente do Datafolha. No levantamento, Lula aparece na liderança do primeiro turno, com 39% das intenções de voto, contra 33% de Flávio Bolsonaro. Em um eventual segundo turno entre os dois, o presidente registra 47%, ante 43% do senador. O resultado configura empate técnico no limite da margem de erro, de dois pontos percentuais.

Lula e Eduardo Paes. (Foto: Ricardo Stuckert)
Lula e Eduardo Paes. (Foto: Ricardo Stuckert)

Lula também dedicou parte de seu discurso à defesa da candidatura de Eduardo Paes. O presidente relembrou a aproximação entre os dois, iniciada em 2008, e afirmou que a relação evoluiu apesar das diferenças políticas.

“Às vezes a gente deixa de pensar no todo, só pensa no próprio umbigo. A gente não escolhe irmão, a gente não escolhe amigo. Eduardo Paes não é apenas meu amigo, ele é uma necessidade para o povo do Rio de Janeiro”, declarou.

O presidente elogiou a administração de Paes na Prefeitura do Rio e afirmou que pretende atuar para ajudar o candidato caso ele seja eleito governador.

“Eduardo Paes, estarei empenhado de corpo e alma para que você possa dar sequência ao trabalho”, afirmou Lula.

O petista também pediu votos para Benedita e Pedro Paulo e defendeu a formação de uma bancada no Senado alinhada ao projeto apresentado durante o comício.

“Não está em jogo minha relação de amizade com quem quer que seja, está em jogo o que a gente quer que seja melhor para o Rio, quem é melhor para ajudar o Rio. Pedro Paulo merece toda minha confiança”, disse.

Paes critica situação do Rio e fala em “crime organizado” no Palácio Guanabara

Durante o comício, Eduardo Paes concentrou seu discurso na crise política e na segurança pública do estado. O candidato afirmou que o crime organizado teria alcançado o centro do poder fluminense e pediu união entre diferentes forças políticas para recuperar o Rio.

“Com essa turma, o crime organizado sentou no Palácio Guanabara. Se não fosse a Polícia Federal brasileira entrar aqui e investigar a relação da política com o crime, quem seria meu adversário nessa eleição está preso. Tem nome e sobrenome. Rodrigo Bacellar era o candidato do PL, do Flávio Bolsonaro”, afirmou.

Paes fez referência à prisão do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) Rodrigo Bacellar e afirmou que a situação atual do estado ultrapassa os problemas tradicionalmente associados à corrupção.

O candidato defendeu que divergências partidárias sejam colocadas em segundo plano em nome de um projeto para o estado.

“O Brasil não se salva se o Rio não se salvar”, declarou.

Segundo Paes, a aliança com Lula é necessária para enfrentar os problemas do estado e garantir apoio federal a uma eventual gestão do PSD. “Nós não vamos salvar o Rio de Janeiro sem ajuda do presidente do Brasil. Não vamos salvar o Rio se não tiver gente defendendo a gente no Senado Federal, para ajudar o Lula e ajudar o Rio”, afirmou.

Benedita e Pedro Paulo defendem união

Os candidatos ao Senado Benedita da Silva e Pedro Paulo subiram juntos ao palco e discursaram de mãos dadas. Ambos destacaram a necessidade de união entre PT e PSD para enfrentar a crise do estado.

“Nós temos que estar unidos para tirar o Rio de Janeiro da maior crise da sua história”, afirmou Pedro Paulo.

O candidato do PSD também exaltou a parceria com Benedita na disputa pelas duas vagas do Rio no Senado.

“Nós temos que ocupar o espaço do Senado. Tenho a maior honra de caminhar ao teu lado. Você é uma mulher completa, cheia de significado, que acompanha muita luta e honra na sua história”, disse.

Benedita, por sua vez, defendeu a candidatura de Paes ao governo e afirmou que a experiência do ex-prefeito será importante para promover mudanças no estado.

“Eduardo Paes foi o melhor prefeito que tivemos aqui, e temos certeza de que, como governador, ele vai fazer a diferença”, declarou.

A petista também afirmou que a aproximação entre PT e PSD pode ampliar a capacidade de investimentos no Rio.

“Nós nos unimos para fazer esse Brasil cada vez mais gigante, nos unimos para fazer o estado do Rio mais livre. E sabemos que nosso governador Eduardo Paes de mãos dadas com nosso presidente Lula já fizeram muita coisa e vão fazer muito mais”, afirmou.

Tereza Cristina destaca simbolismo de Bangu em ato de Lula

Em entrevista exclusiva ao jornalista do ICL Notícias Lucas Rocha, a cantora Tereza Cristina, que interpretou o Hino Nacional na abertura do ato de Lula em Bangu, destacou o simbolismo da escolha do estádio e afirmou considerar a eleição presidencial deste ano uma das mais importantes da história do país.

“Eu acho que a gente está diante da eleição mais importante do Brasil, de todos os tempos, entendeu? E é muito simbólico o Lula começar o ato no Rio de Janeiro no estádio do Bangu. Bangu é um time muito alinhado com todas as práticas antirracistas, desde a sua fundação, assim como Vasco da Gama. E eu estou muito orgulhosa de estar aqui”, afirmou a cantora ao ICL Notícias.

*Com informações de Tempo Real RJ 

 





ICL Notícias

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