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terça-feira, 10 fevereiro, 2026
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Em Caruaru, Bienal da Gravura do Agreste estreia desejando impactar cena artística de Pernambuco; veja a programação — Brasil de Fato

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Na noite desta sexta-feira (10), Caruaru recebe a Bienal da Gravura do Agreste, evento que estreia na cena artística pernambucana se propondo a transformar o município num grande ateliê a céu aberto. Ao longo de dez dias, mais de mil obras ficam expostas em galerias e pontos culturais da cidade, valorizando mestres da xilogravura e os experimentos contemporâneos de arte impressa. Totalmente gratuitas, as atividades e exposições seguem até o dia 19.

A cerimônia de abertura, a partir das 19 horas, no Armazém da Criatividade, presta homenagens aos já falecidos xilogravuristas J. Borges, natural de Bezerros, e Mestre Dila, natural de Bom Jardim. Seus familiares participam da cerimônia, que conta com apresentação musical do bezerrense Zé Barreto de Assis. Entre exposições e oficinas, as atividades acontecem no Armazém da Criatividade, na Oficina Embuá, no Laboratório de Tipografia do Agreste (CAA-UFPE), na sede do Boi Tira Teima, na Feira de Artesanato e na Praça Giacomo Mastroiani.

As exposições estão no Armazém da Criatividade, espaço do Porto Digital em Caruaru, e ficam abertas das 9 horas às 18 horas (até às 16 horas nos sábados). A mostra tem duas seções principais. A Mundos, sob curadoria de Ludmila Siviero e Vitor Pedroso, reúne mil peças do Escambo Gráfico, iniciativa contemporânea de troca de gravuras. As peças são de artistas da Argentina, México, França e Polônia, além dos brasileiros. A seção Arredores, assinada por Maroca e Pombo, traz 25 obras, em sua maioria de jovens talentos, acompanhados de peças de J. Borges e do Mestre Dila.

O evento busca construir um novo capítulo na cena pernambucana das artes visuais, iniciando em Caruaru, onde a gravura encontra o cordel, o barro e o forró, reafirmando a região Agreste como território inventivo e de efervescência cultural. “Queremos criar um espaço de encontro entre o tradicional e o novo, entre os artistas que carregam a história da gravura e aqueles que estão reinventando suas formas de expressão”, afirma Palloma Mendes, a “Pombo”, artista que divide a curadoria do evento com sua sócia Maraysa da Silva, a “Maroca”, ambas sócias na Oficina Embuá.

A roda de conversa “A memória gráfica e o fazer artístico da gravura na contemporaneidade”, no dia 13, reúne artistas como Fátima Finizola, Thalyta Monteiro e Wander Rocha. Já no dia 18, a conversa “Práticas gráficas e experimentações híbridas” traz Enfant Terrible, Luiza Morgado e Guadalupe Ferreira, com mediação de Carlos Gomes. O encerramento, no dia 19, será um dos momentos mais simbólicos da programação: um ato coletivo de gravura conduzido por Maroca e Pombo, na Praça Giacomo Mastroianni, celebrando o gesto compartilhado da criação e a força comunitária que move a arte gráfica.

A Bienal da Gravura chega com a proposta de aproximar o público da linguagem da gravura e fortalecer a cena artística do interior pernambucano. O evento é realizado pela Oficina Embuá de Experimentos Gráficos em parceria com o Escambo Gráfico, Circullus de Ideias e a Sala de Azura, apoiados com recursos públicos federais da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab), através de seleção da Secretaria de Cultura do Governo de Pernambuco.

A artista Thalyta Monteiro, natural de Belo Jardim (PE) | Divulgação

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Fonte: Brasil de Fato

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