Preços abusivos em hospedagem marcam COP30 em Belém
Faltando 100 dias para a COP30 em Belém, 25 países já pediram oficialmente a relocação do evento. Eles criticam diárias de hotéis que chegam a custar 10 a 15 vezes mais do que o normal. Esse cenário cria um efeito antidemocrático: países pobres e sociedade civil podem ficar de fora.
Pressão internacional aumenta e sai carta conjunta
Na carta endereçada à UNFCCC e ao Brasil, negociadores africanos e de nações desenvolvidas alertam: “Participar significa ter alojamentos adequados e seguros” . Em resposta, a organização da COP afirmou que não considera viável mudar o local do evento.
ONU convoca reunião de emergência – prazo: 11 de agosto
A ONU reuniu-se com urgência no dia 29 de julho por causa dos custos elevados. O presidente do Grupo Africano, Richard Muyungi, exigiu respostas do Brasil até 11 de agosto. Esse prazo deve definir se a conferência segue em Belém.
Brasil reage com medidas emergenciais e limitada interferência
O governo anunciou soluções logísticas: cruzeiros para até 6 mil leitos extras e uso de Airbnb e escolas transformadas em hostels. Paralelamente, publicou uma plataforma oficial com quartos a preços diferenciados (até US$ 220) para países em desenvolvimento. Entretanto, não pode impor tetos tarifários aos hotéis, por conta da legislação atual.
Crise alimenta críticas à escolha de Belém como sede
Belém reúne 18 mil leitos, mas a COP espera 45 mil participantes, sobretudo diplomatas e sociedade civil. Apesar disso, a escolha foi mantida por seu simbolismo, em debate direto com a floresta Amazônica.
A falta de acomodações acessíveis indica que a COP30 pode se tornar a reunião climatológica mais excludente até hoje, caso não haja uma revisão profunda dos custos.



