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segunda-feira, 6 julho, 2026
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Eduardo Moreira critica nova ferramenta de apostas patrocinadora da Copa: ‘Mais viciante’

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A Fifa abriu espaço na Copa do Mundo de 2026, principal torneio de futebol do planeta, para uma nova modalidade de apostas: o chamado mercado de previsões. A PredictStreet, plataforma que atua nesse segmento, figura entre os patrocinadores da competição.

O tema foi comentado nesta segunda-feira (6) pelo fundador do Instituto Conhecimento Liberta (ICL), Eduardo Moreira, durante o programa ICL Notícias – 1ª edição. Na avaliação dele, o modelo é ainda mais nocivo do que as apostas esportivas tradicionais.

Segundo Moreira, a PredictStreet atua no chamado mercado de previsões, modalidade em que o usuário negocia probabilidades de eventos futuros em vez de apenas apostar no resultado final de uma partida ou competição.

Na prática, o participante compra a expectativa de um determinado acontecimento, como um país conquistar o título da Copa, e pode revendê-la a qualquer momento conforme as chances aumentam ou diminuem durante os jogos.

“Você não precisa esperar acabar a Copa para saber se ganhou ou perdeu. Se a probabilidade aumenta durante a partida, você pode vender sua posição imediatamente, como se fosse uma ação”, explicou.

Para Moreira, essa dinâmica torna o sistema ainda mais atrativo e potencialmente mais viciante do que as apostas convencionais. “É como se fosse um mercado de ações. É 100 vezes mais viciante que as apostas, que já são um caos.”

O fundador do ICL comentou que, diferentemente do mercado financeiro tradicional, em que a negociação de ações financia empresas e atividades econômicas reais, o mercado de previsões negocia apenas expectativas sobre acontecimentos futuros. “Isso aí é um mercado de expectativas, de imaginário. É aposta.”

Moreira também questionou a rapidez com que a PredictStreet passou a atuar no torneio. Segundo ele, a empresa foi fundada em março deste ano, obteve autorização da Fifa em abril para atuar como patrocinadora master do mercado de previsões e, em junho, começou a aceitar negociações relacionadas à Copa.

O comentarista ainda afirmou que o CEO da empresa possui ligações com um grupo de lobby do setor de tecnologia e citou investigações envolvendo pessoas associadas ao projeto.

“O CEO da empresa é um grego que é sócio fundador de uma outra empresa de lobby de empresas de tecnologia. Ele é sócio da vice-presidente do Parlamento Europeu, que foi presa em 2022. Ele não pôde ir na inauguração da Copa, e mandou no lugar o representante da PredictStreet na Fifa, que é um cara acusado de ‘insider trading’ na Índia”, comentou.

Fifa fechou acordo com a ADI Predictstreet para a Copa do Mundo de 2026 - Divulgação / Fifa
Fifa fechou acordo com a ADI Predictstreet para a Copa do Mundo de 2026 . (Foto:Divulgação / Fifa)

Parceria durante a Copa

Antes do início da Copa, a Kalshi, principal plataforma de mercados de previsão dos Estados Unidos, anunciou uma parceria com a ADI PredictStreet para ampliar a oferta de contratos relacionados ao Mundial. O acordo prevê um hub com marca conjunta, reunindo mercados sobre partidas, seleções e demais acontecimentos do torneio. Os valores e o prazo da parceria não foram divulgados.

Segundo o Bank of America, a Kalshi concentra cerca de 90% do mercado regulamentado de previsões nos Estados Unidos. Durante a Copa, a empresa chegou a registrar mais de US$ 1 bilhão em volume diário de negociações e também mantém parcerias com entidades como a Associação Argentina de Futebol (AFA), a Federação Croata de Futebol e o jogador Luka Modrić.

Trump e a influência sobre a Fifa

Eduardo Moreira também relacionou o crescimento desse mercado ao episódio envolvendo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que nesta segunda-feira (6), voltou a comentar a expulsão do atacante americano Folarin Balogun, ocorrida em partida do país contra a Bósnia-Herzegovina, e classificou como “muito suspeita” a decisão do árbitro brasileiro Raphael Claus. O presidente também confirmou ter pedido à Fifa a revisão do cartão vermelho.

Para Moreira, decisões como essa podem afetar diretamente quem negocia contratos ligados ao desempenho dos atletas. “O que acontece com as pessoas que apostaram que esse cara não ia jogar? Ou que ia jogar? E que teve cartão vermelho ou não?”.

“A gente consegue conectar com a história do Trump, que vê esse negócio como um jogo de dinheiro, e que ele manda, como manda em qualquer outra empresa. A Copa é um grande intercompany, e a empresa que representa o Brasil é a CBF”, salientou Eduardo Moreira.

“Quem manda mais é o Donald Trump. Sabe quantas operações de comprar e vender ativos financeiros o Trump fez no primeiro ano deste mandato? 21 mil operações. O Biden fez 13”, completou.





ICL Notícias

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