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Por Maria Clara Alcântara
Apresentado por Fábio Pannunzio e Juliana Dal Piva, o artista e pensador Eduardo Marinho emocionou o público no Despertar 2025 ao compartilhar sua trajetória de busca pelo sentido da vida.
Em tom intimista e reflexivo, ele contou desde as expectativas frustradas da família, que queria vê-lo padre ou militar, até suas experiências no Banco do Brasil e no Exército, onde percebeu que não poderia abrir mão da própria consciência para viver apenas em função de privilégios e garantias sociais.
Eduardo relembrou os momentos em que, ainda jovem, se sentiu sufocado pela ideia de uma vida previsível e garantida, mas sem significado. Ao deixar o banco e o Exército, enfrentou críticas familiares e incertezas, mas também encontrou liberdade para experimentar novos caminhos.
Eduardo Marinho emociona público com palestra. créditos: ICL
“Entre manter meu respeito próprio e ter o respeito social, eu prefiro ficar com o meu respeito próprio. Então foda-se o respeito social”, afirmou, arrancando aplausos da plateia.
O artista destacou ainda que seu aprendizado veio principalmente das ruas, das periferias, das favelas e do convívio com trabalhadores marginalizados, que segundo ele carregam a verdadeira força da sociedade, embora muitas vezes não percebam isso.
Hoje, Eduardo acredita que o sentido da vida o encontrou, justamente no momento em que passou a compartilhar suas visões de mundo sem a pretensão de “conscientizar” ninguém, mas apenas de desabafar e dividir suas reflexões.
Décadas depois, ele contou que muitas pessoas o procuraram para agradecer pelas conversas que mudaram suas vidas: “É isso que dá sentido à minha vida”.



