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Eduardo Bolsonaro (PL-SP), deputado federal e filho de Jair Bolsonaro, que atualmente está foragido nos Estados Unidos, soltou uma nota pública mostrando insatisfação com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou busca e apreensão na casa do ex-presidente e medidas cautelares, entre as quais uso de tornozeleira eletrônica.
Ele classificou Moraes como um “gangster de toga” e afirmou que seu pai se tornou “refém” do Supremo Tribunal Federal. Segundo Eduardo, a operação seria uma reação política ao apoio do presidente norte-americano Donald Trump a Bolsonaro.
Agentes da PF também cumpriram mandados de busca em sua casa, em Brasília, e na sede do PL, partido do ex-presidente.
Eduardo Bolsonaro solta nota à imprensa saindo em defesa de seu pai, que agora usa tornozeleira eletrônica (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agencia Brasil)
Nota de Eduardo Bolsonaro
“Há tempos denunciamos as ações do ditador Alexandre de Moraes — hoje, escancaradamente convertido em um gangster de toga, que usa o Supremo como arma pessoal para perseguições políticas. […] Alexandre está tentando criminalizar Trump e o próprio governo americano. Como é impotente diante deles, decidiu fazer do meu pai um refém”, escreveu o filho de Bolsonaro.
Eduardo afirmou ainda que a ação do STF enfraquece a democracia brasileira e representa uma sabotagem institucional com impacto direto nas relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos:
“Além de atacar a democracia brasileira, ele ainda deteriora irresponsavelmente as relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos — um ato de sabotagem institucional de consequências imprevisíveis.”
No comunicado, o deputado se apresenta como “Deputado Federal em Exílio” e conclui com tom de desafio:
“Silenciar meu pai não vai calar o Brasil. Eu e milhões de brasileiros seguiremos falando por ele — cada vez mais firmes, mais conscientes e mais determinados — até que a nossa voz seja ensurdecedora.”
A nota, além de defender seu pai, sugere que o STF estaria usando ações legítimas dos Estados Unidos — como a recente sobretaxa imposta por Trump aos produtos brasileiros — como justificativa para criminalizar o ex-presidente. Para Eduardo, essa relação entre os processos brasileiros e decisões da política americana é “delírio” da Justiça brasileira.



