O dólar encerrou o dia com leve alta, cotado a R$ 5,16, em uma sessão marcada por intervenções do Banco Central no mercado de câmbio para garantir liquidez de curto prazo. Na Bolsa de Valores, o Ibovespa engatou o sétimo pregão consecutivo de alta, registrando valorização influenciada tanto pela busca de oportunidades pelos investidores quanto pelo otimismo externo gerado por resultados corporativos sólidos nos Estados Unidos.
O noticiário foi dominado pela divulgação de dados importantes sobre o mercado de trabalho. No Brasil, a taxa de desemprego recuou para o menor patamar da série histórica para o período, levantando debates entre analistas sobre os reflexos na inflação e nos próximos passos da política de juros. No cenário corporativo, as atenções se voltaram para o acordo de crédito entre a Petrobras e a Braskem, que ajudou a aliviar temporariamente a pressão sobre os papéis da petroquímica após os recentes episódios de reestruturação de dívidas.

Cenário macroeconômico e emprego
Os indicadores de emprego divulgados tanto no mercado interno quanto na economia americana trouxeram novos elementos para a avaliação dos agentes financeiros. Enquanto o esfriamento gradual das vagas em alguns setores lá fora reforça apostas sobre a condução da política monetária global, os dados brasileiros mostram resiliência na renda e na ocupação, mantendo o foco do Banco Central sobre a dinâmica de preços e os custos dos serviços.
Destaques corporativos
Além da recuperação pontual nas ações da Braskem amparada pelo suporte financeiro da Petrobras, o pregão teve movimentações expressivas em outras empresas de grande peso. A Vale registrou alta embalada por projeções estratégicas de expansão e sustentabilidade, enquanto a Oncoclínicas apresentou forte volatilidade em suas ações após os desdobramentos de sua oferta pública de ações regulada pela Comissão de Valores Mobiliários.



