O dólar encerrou a sessão desta terça-feira praticamente estável, cotado a R$ 5,15, em um dia de variações modestas para o câmbio tanto no Brasil quanto no exterior. Os investidores mantiveram o foco nas incertezas do cenário político doméstico, divididos entre a repercussão de diferentes pesquisas de intenção de voto para a presidência e os desdobramentos de discussões no cenário jurídico superior.
A movimentação do mercado foi influenciada por levantamentos recentes que trouxeram cenários distintos para a disputa eleitoral no segundo turno, gerando ajustes de expectativas entre analistas financeiros. Paralelamente, o noticiário político acompanhou debates institucionais na mais alta corte do país, enquanto o Banco Central atuou no mercado de câmbio por meio de leilões simultâneos de liquidez para garantir o suprimento de dólares e contratos futuros.
Cenário político e pesquisas eleitorais
O ambiente eleitoral continuou no centro das atenções dos agentes econômicos, com institutos de pesquisa apontando diferentes cenários para a corrida presidencial. Enquanto parte dos levantamentos recentes reforça a competitividade da disputa, o mercado avalia os potenciais reflexos desses resultados sobre as diretrizes econômicas futuras e a percepção de risco fiscal, mantendo os negócios em compasso de espera.
Destaques institucionais e atuação do Banco Central
No âmbito operacional, o Banco Central realizou operações casadas de leilão de dólares à vista e swaps cambiais reversos para prover liquidez de curto prazo ao mercado financeiro, sem impacto líquido sobre as cotações. No cenário externo, o comportamento modesto do dólar frente a outras moedas emergentes ajudou a limitar a volatilidade local ao longo do dia.



