O dólar encerrou esta terça-feira (28) cotado a R$ 5,122, alta de 0,20% em relação ao fechamento anterior, quando a moeda já havia subido 0,6%. O pregão foi influenciado por um conjunto de fatores: a prévia da inflação brasileira, que veio mais fraca do que o esperado, a queda do petróleo no mercado internacional e a divulgação de balanços de grandes empresas no Brasil.
Esse cenário favoreceu a Bolsa. Faltando 20 minutos para o fim do pregão, o Ibovespa subia 0,58%, aos 176.352 pontos, depois de ter chegado a 178.538 pontos durante o dia.
Um dos motivos por trás do movimento no câmbio foi a nova queda no preço do petróleo. O barril tipo Brent recuou 4,41%, para US$ 82,08, o menor valor em mais de duas semanas. O WTI, referência nos Estados Unidos, também caiu, fechando a US$ 79,26.
A queda acontece no momento em que os Estados Unidos suspenderam os ataques ao Irã. O presidente Donald Trump disse que Washington está negociando com Teerã e que há “boa chance” de um acordo, mas ameaçou retomar os bombardeios caso as conversas não avancem.

Balanços movimentam o mercado brasileiro
A divulgação de resultados das empresas também mexeu com o pregão. As ações de Vivo e TIM caíram mesmo com lucros maiores nas duas operadoras.
A TIM teve lucro de R$ 1,036 bilhão no segundo trimestre, 6,1% a mais que no mesmo período do ano passado. A receita cresceu 5,7%, para R$ 6,785 bilhões, puxada principalmente pelo aumento nos serviços móveis. Ainda assim, as ações da empresa caíram 6,47%, cotadas a R$ 20,11 no fim da tarde.
Já a Vivo, controlada pela Telefônica Brasil, teve lucro de R$ 1,6 bilhão no trimestre, alta de 17% em relação ao ano anterior, com receita de R$ 15,8 bilhões, crescimento de 7,6%. A empresa atribuiu o resultado ao avanço de planos pós-pagos, internet por fibra e serviços digitais. Mesmo assim, suas ações recuaram 5,84%, a R$ 33,88.
Do lado positivo, a Simpar, dona de Vamos, Movida e JSL, teve receita de R$ 11,3 bilhões no trimestre, alta de 8,8%, e encerrou junho com a menor dívida em relação ao seu tamanho desde sua entrada na Bolsa, em 2010. As ações da empresa subiram 3,66%, para R$ 7,92.
Inflação mais fraca antes de decisão do Banco Central
No Brasil, chamou atenção a prévia da inflação de julho, que veio bem baixa: apenas 0,06% no mês. No acumulado de 12 meses, a inflação desacelerou para 4,52%, ainda acima da meta perseguida pelo governo.
O dado é o último indicador relevante antes da reunião do Banco Central, marcada para os dias 4 e 5 de agosto, quando será decidido se o país continua cortando os juros.



