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quinta-feira, 30 julho, 2026
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Dólar cai para R$ 5,06 e Bolsa sobe com dados econômicos do Brasil e dos EUA

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O dólar fechou em queda nesta quinta-feira (30), cotado a R$ 5,061, uma recuo de 0,92% em relação ao fechamento de ontem. O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa brasileira, também teve um dia de alta, em meio à divulgação de números sobre inflação e crescimento nos Estados Unidos e sobre preços e emprego no Brasil. O mercado também repercutiu a divulgação de balanços de grandes empresas, incluindo Ambev, Microsoft e Meta. Depois do fechamento das Bolsas, ainda saem os resultados da mineradora Vale e das empresas de tecnologia Apple e Amazon.

Como ficaram os principais indicadores

O dólar recuou desde a abertura do mercado e terminou o dia cotado a R$ 5,061 na venda.

O Ibovespa acompanhou a alta das Bolsas internacionais. Faltando 20 minutos para o fim do pregão, o índice subia 1,76%, aos 176.939 pontos. Na véspera, havia caído 1,52%, fechando aos 173.885 pontos.

O petróleo operou em queda após a forte alta do dia anterior. O barril do tipo Brent, referência internacional, com entrega para outubro, recuou 1,37%, a US$ 86,88, depois de ter subido 7,9% na quarta-feira, quando chegou a US$ 90,74. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, com entrega para setembro, fechou em queda de 1,03%, a US$ 83,59 por barril.

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Dólar recuou 0,92% em relação ao fechamento de ontem, já a Ibovespa subiu 1,76% e chegou aos 176.939 pontos (Foto: Envato)

O que aconteceu nos Estados Unidos

O mercado reagiu a dois números importantes divulgados pelos Estados Unidos. O primeiro foi o crescimento da economia americana no segundo trimestre de 2026, de 1,5% em ritmo anualizado, abaixo da expectativa dos analistas, que projetavam alta de 2,1%. No primeiro trimestre, a economia dos Estados Unidos havia crescido 2,1%, também no critério anualizado.

O segundo foi a inflação americana medida pelo índice de preços de gastos com consumo, que caiu 0,1% em junho na comparação com maio. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, esse indicador de preços subiu 3,7% em junho, um ritmo mais lento que os 4,1% acumulados até maio.

Crescimento mais fraco e inflação em desaceleração tiraram parte da pressão sobre o banco central americano, o Federal Reserve, para subir os juros no curto prazo. No dia anterior, o Fed já havia decidido manter a taxa de juros do país estável, entre 3,50% e 3,75% ao ano, decisão que havia provocado alta nas taxas dos títulos públicos americanos.

Com o cenário mais favorável, as Bolsas nos Estados Unidos tiveram um dia de forte alta. Por volta das 15h30, no horário de Brasília, o Dow Jones subia 1,12%, aos 52.169 pontos, e o S&P 500 avançava 1,52%, aos 7.427 pontos. Na Nasdaq, a alta era ainda mais intensa, de 2,59%, aos 25.076 pontos.

O que aconteceu no Brasil

No mercado brasileiro, dois indicadores chamaram atenção. A FGV divulgou o IGP-M de julho, índice de preços que teve queda de 1,16% no mês, mas acumula alta de 2,76% em 12 meses. Já o IBGE divulgou a taxa de desemprego referente a junho, que atingiu a menor marca já registrada para o período.

Esses números de preços e emprego costumam ser usados pelo mercado para calcular se o Banco Central tem espaço para continuar cortando a taxa básica de juros, a Selic. A próxima reunião do Copom, comitê que define os juros no Brasil, acontece na terça e na quarta-feira da semana que vem.

Balanços movimentam o mercado

A temporada de resultados das empresas também influenciou os negócios do dia. Na quarta-feira, depois do fechamento das Bolsas, Microsoft e Meta divulgaram seus balanços e tiveram reações opostas dos investidores: a Meta, dona das principais redes sociais, teve lucro abaixo do esperado e mais gastos com inteligência artificial, enquanto a Microsoft apresentou lucro acima das projeções do mercado.

No Brasil, a Ambev, maior cervejaria do país e dona também de marcas de refrigerantes e outras bebidas sem álcool, teve lucro líquido ajustado de R$ 3,49 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 23,3% na comparação com o mesmo período de 2025 e acima do que o mercado esperava. Mesmo assim, as ações da empresa caíam 0,44% no fim da tarde, cotadas a R$ 15,83, com analistas apontando que a receita ficou mais fraca que o previsto, principalmente na área de cerveja no Brasil.

A Usiminas, produtora de aço e minério de ferro, mais que triplicou o lucro do segundo trimestre, que somou R$ 428,2 milhões, alta de 235,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. Ainda assim, as ações da empresa recuavam 8,89% no fim da tarde, a R$ 7,58, após a companhia sinalizar que espera custos maiores e vendas menores no terceiro trimestre.

A Motiva, que administra concessões de rodovias e de transporte sobre trilhos, teve lucro de R$ 663 milhões no segundo trimestre, alta de 67%. O resultado foi puxado pela conclusão da compra da rodovia Fernão Dias, que gerou um ganho extra de R$ 750 milhões. As ações da empresa subiam 4,59% no fim da tarde, a R$ 14,81.

A Intelbras, fabricante de produtos de segurança, tecnologia e energia, teve lucro de R$ 158,3 milhões no segundo trimestre, alta de 16,1%. Segundo a companhia, o resultado foi afetado pela compra de um terreno em Manaus, informada ao mercado no fim de abril. As ações da empresa subiam 7,37% no fim da tarde, a R$ 14,43.

O Bradesco anunciou um aumento de capital de R$ 10 bilhões e a antecipação do pagamento de juros sobre capital próprio aos acionistas. A operação será feita por subscrição privada de ações, modalidade em que só quem já é acionista do banco pode participar. As ações preferenciais do banco recuavam 0,11% no começo da tarde, a R$ 18,33.

A Vale divulga seu balanço após o fechamento da Bolsa. Na prévia operacional, a mineradora já havia informado alta de 20,9% na produção de minério de ferro no segundo trimestre, na comparação com os três primeiros meses do ano, somando 84,3 milhões de toneladas. O mercado espera que a empresa apresente um resultado operacional (Ebitda) próximo de US$ 3,9 bilhões. No começo da tarde, as ações da mineradora subiam 1,05%, a R$ 75,84.





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