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segunda-feira, 13 julho, 2026
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Dólar avança e Bolsa tem forte queda com acirramento da guerra no Irã

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(Folhapress) – O dólar está em alta nesta segunda-feira (13), com a retomada do conflito entre Estados Unidos e Irã no foco principal das negociações.

O novo bloqueio no estreito de Hormuz, via marítima por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás, aumenta a aversão ao risco entre os investidores. O barril do Brent, referência internacional, voltou a rondar a casa dos US$ 80 nesta sessão.

Às 14h33, a moeda norte-americana subia 0,47%, cotada a R$ 5,131. Já a Bolsa caía 1,14%, a 175.838 pontos, com a disparada de mais de 2% da Petrobras limitando maiores perdas.

As forças dos Estados Unidos e do Irã voltaram a trocar ataques com mísseis e drones ao longo do final de semana, poucos dias depois de o presidente Donald Trump ter decretado o fim do acordo de cessar-fogo entre os dois países.

O foco do conflito foi descolado de vez para a questão do estreito de Hormuz. Em meio à escalada militar, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou o fechamento da via marítima no sábado (11) e atingiu dois petroleiros que haviam furado o bloqueio.

Segundo o comunicado das autoridades iranianas, nenhuma embarcação terá permissão para transitar no canal até o fim do que chamou de “interferência dos Estados Unidos na região”.

Trump, nas redes sociais, afirma que o estreito “está aberto” e que os norte-americanos “provavelmente irão administrá-lo”.

“Nós vamos manter o controle do estreito e provavelmente administrá-lo. Seremos os guardiões do estreito. Talvez o anjo da guarda do estreito. E deveríamos ser reembolsados por isso”, afirmou o republicano à Fox News.

O tráfego por Hormuz caiu no final de semana para o nível mais baixo em dois meses, segundo dados de navegação divulgados nesta segunda. Como consequência, o preço do petróleo disparou para o patamar de US$ 80 o barril no início das negociações.

À tarde, no horário de Brasília, o Brent estava em disparada de 6%, cotado a US$ 80,90. O WTI (West Intermediate Texas), referência dos Estados Unidos, também subia 6%, a US$ 75,94.

O principal temor é de uma interrupção no envio da commodity -e de um novo choque energético, como o do início do conflito, em fevereiro.

A leitura é que, com o petróleo mais alto, as pressões sobre a inflação aumentam, demandando de bancos centrais de todo o mundo uma política monetária mais restritiva. “O aumento da incerteza mantém elevados os riscos para a oferta global de energia, a inflação e a atividade econômica”, diz a equipe da XP Investimentos em relatório para clientes.

A maior preocupação é com os juros do Federal Reserve, o banco central dos EUA, que têm o potencial de rebalancear os mercados globais. Quando os Fed Funds sobem, os rendimentos dos títulos de renda fixa norte-americanos (treasuries, em inglês) acompanham, atraindo capital que antes estava alocado em praças de renda variável, sobretudo emergentes, consideradas mais arriscadas.

O dólar também pega carona nessa tendência e se valoriza globalmente. Nesta sessão, o índice DXY, que o compara a uma cesta de seis divisas fortes, subia 0,28%, a 101,23 pontos.

O rendimento da treasury com vencimento em dez anos -referência global para decisões de investimento- também subia 0,04 ponto percentual, a 4,609%. A alta afeta o mercado de juros futuros do Brasil, com as taxas de DI (Depósitos Interfinanceiros) exibindo ajustes para cima.

A taxa para janeiro de 2028 estava em 13,975%, em alta de 0,12 ponto. Na ponta longa da curva a termo, a taxa para janeiro de 2035 estava em 14,36%, com elevação de 0,10 ponto.

Na Bolsa, o acirramento da guerra e o consequente temor de juros mais altos nos EUA afetam a grande maioria dos papéis. Por outro lado, a disparada do petróleo favorece empresas petroleiras, como a Petrobras, que corresponde a uma fatia de 12% do Ibovespa. A disparada de mais de 2% das ações da estatal amortece a queda do índice nesta sessão.

No Brasil, investidores ainda repercutem a nova pesquisa eleitoral BTG/Nexus, que mostrou empate técnico na disputa pelo Planalto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Na simulação de segundo turno, Lula tem 47% das intenções de voto, contra 44% de Flávio. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Ambos os candidatos mantiveram os mesmos percentuais da pesquisa anterior.

Outro destaque é o boletim Focus divulgado mais cedo. A mediana das projeções dos economistas para a Selic terminal de 2026 segue em 14%, o que pressupõe mais um corte de 0,25 ponto da taxa básica até o fim do ano. Para o final de 2027, a projeção da Selic permanece em 12%.





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