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quinta-feira, 12 fevereiro, 2026
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Documentário do BdF, ‘Sahel: Pátria ou Morte’ estreia com casa cheia e debate com lideranças do Mali, Burkina Faso e Níger

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O Brasil de Fato fez nesta terça-feira (16) a sessão de estreia do documentário Sahel: Pátria ou Morte, com casa cheia no Armazém do Campo e livraria Expressão Popular, na capital paulista. O filme, que ficará disponível no canal do Youtube do Brasil de Fato a partir da próxima quinta-feira (18), aborda a resistência popular e os novos caminhos de desenvolvimento trilhados por Burkina Faso, Níger e Mali após passarem por levantes civis e militares nos últimos anos.

A exibição de estreia foi realizada durante o evento Vozes da África: Revoluções Pan-Africanas Hoje e o Legado de Thomas Sankara, com a participação de lideranças populares e intelectuais dos três países.

“Quando eu vi o filme, fiquei surpreso com a qualidade, não só das imagens, mas da concepção. E eu constatei que esse filme retrata exatamente a realidade”, afirma Ibrahima Kebe, do Mali, coordenador da Escola Modibo Keïta, um dos 23 entrevistados pela produção do documentário e participante do debate realizado após a exibição. “Eu realmente achei esse trabalho muito especial e a gente precisa difundi-lo pelo mundo”, diz.

No debate, Amina Hamani, do Níger, líder do Movimento Revolucionário das Mulheres Pan-africanas (Morfepan) destacou a participação essencial das mulheres no processo de resistência popular, organizadas em associações, sindicatos e no movimento panafricanista.

Público acompanha o debate no Armazém do Campo e livraria Expressão Popular: casa cheia – Carolina Bataier/Brasil de Fato

Além da resistência política, elas realizam o trabalho de salvaguarda da cultura daqueles povos. “Elas mantiveram vivas as tradições, as línguas e culturas africanas apesar da imposição das normas coloniais”, explica.

Há décadas, os países da região africana do Sahel são alvos do colonialismo e exploração por parte da França e outras potências ocidentais.

A produção apresenta os motivos que levaram à tomada de poder por setores progressistas das forças armadas nos três países, destacando a expulsão dos militares franceses e o encerramento de acordos neocoloniais implantados pelo país europeu desde a independência, em 1960.

Com apoio da Assembleia Internacional dos Povos (AIP), o Brasil de Fato passou dois meses na região, sob a proposta de desmistificar a propaganda francesa, apresentada em veículos hegemônicos, de que Burkina Faso, Mali e Niger passam por processos autoritários e sem suporte popular.

O filme aborda também o contexto de surgimento do terrorismo na região e da formação da Aliança dos Estados do Sahel (AES), um pacto militar e econômico que se consolidou, desde 16 de setembro de 2023, como a principal força de enfrentamento aos grupos jihadistas que atuam na região. A data de estreia do documentário marca dos dois anos de fundação da AES.

“Somos nós mesmos que fazemos nossas estradas. Fazemos pavimentações, consertamos nossas estradas, fazemos tudo”, destaca o analista político burkinabé Bayala Lianhoué Imhotep – Pedro Stropasolas/Brasil de Fato

“A gente tem um compromisso aqui, como veículo popular, de fortalecer essas lutas, de tornar visível essa realidade, essa revolução que está em curso e muita gente não sabe”, ressaltou o diretor da produção, Pedro Stropasolas, na abertura do debate.

Também participaram do encontro Inoussa Ganbaaga, de Burkina Faso, membro do Comitê Memorial Thomas Sankara (CIMTS) e participante dos Comitês de Defesa da Revolução entre 1983 e 1987; e Kounharè Dabire, também de Burkina Faso, atualmente Secretário-Geral da Coordenação Nacional das Associações de Vigilância Cidadã (CNAVC).

No evento desta terça, o Instituto Tricontinental de Pesquisa Social realizou o lançamento do dossiê O Sahel em Busca da Soberania, disponível em versa impressa e online.

O filme Sahel: Pátria ou Morte estará disponível no canal do Youtube do Brasil de Fato a partir de quinta-feira (18), às 19h. A livraria Expressão Popular recebe, até o fim de setembro, uma exposição de fotos com registros feitos durante a produção do documentário.

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Fonte: Brasil de Fato

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