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O documentário Cheiro de Diesel, dirigido pelas jornalistas Gizele Martins e Natasha Neri, foi o grande vencedor do Festival do Rio 2025 ao retratar no audiovisual o impacto da militarização na vida dos moradores das favelas da Maré e da Penha, na zona norte.
Na disputa com outros cinco documentários na mostra Premiére Brasil, a produção conquistou o Prêmio Especial do Júri. A edição deste ano marcou o retorno do voto popular e Cheiro de Diesel foi eleito o Melhor Longa Documentário também nesta categoria. A premiação ocorreu na noite de domingo (12), no Cine Odeon.
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“É uma narrativa sobre e nós e com toda radicalidade que o tema e o enfrentamento ao racismo e à militarização pedem!”, comemorou a diretora Gizele Martins nas redes sociais.
Cheiro de Diesel
A estreia do filme ocorreu na programação do Festival do Rio 2025 com sessões de debate com o elenco e convidados sobre os impactos da violência policial e da militarização nas favelas cariocas.
No elenco, além de Gizele Martins na condução da narrativa, Vitor Santiago, Edrilene Neves e Jefferson Marconi relatam as violações de direitos que sofreram durante o período de vigência do decreto federal de Garantia de Lei e Ordem (GLO). A primeira ocupação foi entre 2014 e 2015, no contexto dos preparativos para Copa do Mundo, o filme trata ainda a presença das forças armadas entre 2017 e 2018.
Em entrevista ao Brasil de Fato, Martins disse que o filme traz a mensagem de que a ditadura não acabou nas favelas. “Os depoimentos de quem sofreu na ditadura são os mesmos da gente hoje, então é a ideia de se somar a essa luta e de convocar a cidade e a sociedade a falar que isso ainda ocorre nas favelas do Rio de Janeiro, é preciso se sensibilizar para que a gente não tenha mais as ditaduras na dita democracia dentro desses territórios favelados negros”, afirmou a diretora.
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Fonte: Brasil de Fato



