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quarta-feira, 26 agosto, 2026
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Dirigente de ensino é afastada após elogiar liderança de Hitler

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A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo afastou Roselaine Batalha Silva da função de dirigente da Unidade Regional de Ensino de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, após declarações feitas durante uma reunião virtual com diretores de escolas estaduais. No encontro, realizado em 12 de agosto, ela recomendou a leitura de biografias de Adolf Hitler e Benito Mussolini e classificou o líder nazista como um “líder excepcional”.

A reunião foi voltada a gestores escolares e teve como tema questões relacionadas à liderança. Ao falar sobre livros que poderiam ser utilizados para estimular esse tipo de reflexão, Roselaine afirmou que seria interessante ler biografias inclusive de personagens considerados “maus”.

Entre os exemplos citados estavam o ditador italiano Benito Mussolini e Adolf Hitler. Ela também mencionou Mein Kampf, livro escrito por Hitler, e afirmou que a obra seria capaz de convencer países e jovens caso seu autor não fosse identificado.

Na sequência, a então dirigente voltou a mencionar Hitler e declarou que, apesar de reconhecer “qual era o caminho” seguido pelo líder nazista, ele teria sido um “líder excepcional”.

Hitler comandou a Alemanha nazista entre 1933 e 1945, período marcado por perseguições políticas, raciais e religiosas, pela Segunda Guerra Mundial e pelo Holocausto, no qual cerca de seis milhões de judeus foram assassinados. Mussolini, por sua vez, liderou a Itália fascista e estabeleceu uma ditadura que reprimiu opositores e restringiu liberdades políticas.

Secretaria abriu apuração

Após a repercussão das declarações, a Secretaria da Educação determinou a saída de Roselaine da função de dirigente regional e instaurou uma apuração para investigar as circunstâncias do episódio.

A pasta afirmou que não compactua com manifestações contrárias aos princípios e valores que orientam a educação pública paulista e destacou que as declarações não representam o posicionamento institucional da Secretaria.

O caso também chegou ao Ministério Público de São Paulo. A representação foi apresentada pela APEOESP, sindicato dos professores da rede estadual, que contestou o uso de figuras associadas a regimes autoritários e crimes contra a humanidade como referências para discutir liderança. O procedimento foi encaminhado à Promotoria de Justiça da área de Educação de Mogi das Cruzes.

Até a atualização das informações, Roselaine Batalha Silva não havia se manifestado publicamente sobre o afastamento e a apuração.





ICL Notícias

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