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Dias Toffoli voou em avião de empresa de Vorcaro para ir ao Tayayá, diz jornal

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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), voou em 4 de julho de 2025 em um avião da Prime Aviation, empresa que tinha como sócio Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A informação foi dada pelo jornalista Lucas Marchesini, da “Folha de S.Paulo”, baseada em documentos da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e do Decea (Departamento de Controle de Espaço Aéreo).

Segundo a Folha, Toffoli entrou no terminal executivo do aeroporto de Brasília às 10h daquela data. Um avião da Prime Aviation com prefixo PR-SAD decolou às 10h10 para Marília (SP), cidade natal do ministro.

No mesmo dia, seguranças do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de São Paulo foram deslocados para Ribeirão Claro (PR), município onde fica o resort Tayayá, que é frequentado por Toffoli e fica a 150 quilômetros de Marília. O deslocamento se deu, de acordo com a corte, a pedido do STF para atender a uma autoridade.

O avião PR-SAD é o mesmo que, segundo a Folha com dados do Decea e da Anac, levou o ministro de Alexandre de Moraes para São Paulo em três ocasiões.

Voos de Toffoli

Os documentos da Anac mostram dez registros de entrada de Toffoli em 2025 no terminal executivo do aeroporto de Brasília, que recebe principalmente aeronaves particulares. O cruzamento com os dados do Decea permite identificar o avião que teria sido utilizado pelo ministro em seis ocasiões. Em cinco desses casos, o avião pertencia a empresários.

Duas entradas de Toffoli no terminal de Brasília se deram em horários próximos à decolagem de um avião da Petras Participações cujo prefixo é PS-RBR. A empresa tem entre seus sócios o atual dono do Tayayá, Paulo Humberto Barbosa.

Dias Toffoli, ministro do STF
Ministro do STF, Dias Toffoli (Foto: Reprodução/STF)

Toffoli também pegou um avião do empresário Luiz Pastore em 10 de abril de 2025. O ministro entrou no terminal às 19h, e o avião prefixo PT-STU decolou às 19h13 para o aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Toffoli viajou no avião de Pastore também para assistir à final da Copa Libertadores em Lima, no Peru. Nesse voo, também estava o advogado Augusto de Arruda Botelho, que defende um dos executivos do Master.

Toffoli não se manifestou sobre os voos. A defesa de Daniel Vorcaro não se pronunciou.

Empresas da família Toffoli foram sócias de uma rede fraudulenta de fundos de investimentos do Banco Master. Toffoli e Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro de Daniel Vorcaro, foram sócios no Tayayá até o ano passado. Tinham cotas no Tayayá a Maridt Participações, que pertence ao ministro, e o fundo Arleen, de Zettel.

Moraes

Segundo informações da jornalista Mônica Bergamo, da “Folha de S. Paulo”, o ministro Alexandre de Moraes realizou viagens em jatos executivos ligados a empresas do empresário Daniel Vorcaro. Ao todo, foram identificados ao menos oito voos entre maio e outubro de 2025, alguns deles também com a presença de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes.

Os dados foram levantados a partir do cruzamento de dados de embarque da Agência Nacional de Aviação Civil, registros de decolagem do Departamento de Controle do Espaço Aéreo e do Registro Aeronáutico Brasileiro. A maior parte dos voos teria sido realizada em aeronaves operadas pela empresa Prime Aviation, que oferece serviços de táxi aéreo e tem ligação com Vorcaro.

Dias Toffoli voou em avião de empresa de Vorcaro para ir ao Tayayá, diz jornal
O Ministro do STF, Alexandre de Moraes. (Foto: Rosinei Coutinho / STF)

A Prime Aviation é uma empresa de compartilhamento de bens de luxo mantida através do fundo de investimentos Patrimonial Blue. Até setembro passado, Vorcaro era um de seus sócios diretos. A casa ocupada por Vorcaro em Brasília pertence ao mesmo grupo empresarial.

O gabinete de Moraes emitiu nota em que nega qualquer irregularidade e afirmou que o ministro nunca utilizou aeronaves de Vorcaro nem teve contato com ele ou com Zettel. Já o escritório de Viviane Barci declarou que contrata serviços de táxi aéreo de diferentes empresas, incluindo a Prime Aviation, seguindo critérios técnicos e sem relação pessoal com os proprietários das aeronaves.

A Prime informou que “por questões de confidencialidade dos contratos, e em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados, não divulga dados sobre os usuários das aeronaves do seu portfólio, sejam eles cotistas e seus convidados ou clientes de fretamento do serviço de táxi aéreo”.





ICL Notícias

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