Dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Legal por Satélite (Prodes) 2026, apontam o menor desmatamento desde 1988. No Amazonas, a redução foi de 46,4% em relação ao ano anterior, reforçando os avanços na proteção da floresta.
Manaus (AM), 16 de outubro de 2026 – A Amazônia registrou o menor índice de desmatamento de toda a série histórica de monitoramento, iniciada em 1988. Segundo a estimativa do Prodes, divulgada nesta sexta-feira (16), a área desmatada no bioma amazônico foi de 3.335 km² em 2026, consolidando uma redução acumulada de 71,2% nos últimos quatro anos.
Os dados, apresentados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), representam um marco para a conservação da maior floresta tropical do planeta e evidenciam avanços no enfrentamento ao desmatamento, um dos principais desafios ambientais do Brasil.
A redução ocorre em um contexto de retomada e fortalecimento das políticas públicas federais de proteção ambiental, com ampliação das ações de fiscalização, monitoramento territorial, combate aos crimes ambientais e articulação entre instituições responsáveis pela conservação da Amazônia.
Amazonas reduz desmatamento em 46,4%
No Amazonas, os resultados também são expressivos. A estimativa do Prodes aponta uma redução de 46,4% na área desmatada, que passou de 979 km², em 2025, para 525 km² em 2026.
O estado alcançou o menor índice dos últimos dez anos apresentados no levantamento. Em comparação com 2021, quando o desmatamento chegou a 2.594 km², a redução acumulada é de aproximadamente 80%.
O Amazonas representa 15,7% da área total estimada de desmatamento na Amazônia em 2026, ficando atrás do Pará, com 1.130 km², e de Mato Grosso, com 849 km².
Fiscalização e presença do Estado na proteção da floresta
O avanço dos indicadores reforça a importância da continuidade das políticas de proteção ambiental e da atuação integrada dos órgãos federais.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) desempenha papel estratégico nesse processo, por meio das operações de fiscalização, combate ao desmatamento ilegal, enfrentamento à exploração irregular de madeira e repressão a outros ilícitos ambientais.
No Amazonas, as ações do Ibama estão direcionadas à proteção da biodiversidade, ao enfrentamento das atividades ilegais e à presença institucional em territórios sob pressão ambiental.
A redução do desmatamento também evidencia a importância de combinar fiscalização, inteligência territorial, monitoramento por satélite e políticas públicas capazes de promover alternativas econômicas sustentáveis para as populações amazônicas.
Cerrado também apresenta redução histórica
Os resultados positivos se estendem ao Cerrado. Segundo o Prodes 2026, o bioma registrou 5.516,69 km² de desmatamento, o menor índice da série histórica iniciada em 2001.
Nos últimos quatro anos, a redução acumulada chegou a 48,4%, demonstrando avanços na contenção da perda de vegetação nativa em dois dos principais biomas brasileiros.
Avanços que precisam ser consolidados
A redução histórica do desmatamento representa um resultado importante para a conservação da biodiversidade, a proteção dos recursos hídricos, a estabilidade climática e a manutenção dos serviços ecossistêmicos prestados pela floresta amazônica.
Apesar dos avanços, a continuidade das ações de fiscalização, prevenção e combate aos crimes ambientais permanece fundamental para impedir a retomada do desmatamento e consolidar os resultados alcançados.
O menor desmatamento da história da Amazônia demonstra que é possível avançar na proteção da floresta por meio de políticas públicas, monitoramento científico, fiscalização ambiental e atuação permanente do Estado.
Fonte: Prodes 2026 – Inpe/MCTI, dados apresentados em 16 de outubro de 2026.



