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Por Cleber Lourenço
Esta terça-feira (18) começou com um movimento decisivo na tentativa de salvar a votação do PL Antifacção. Antes da reunião de líderes marcada para 14h30, o relator Guilherme Derrite participará de um encontro com a ministra Gleisi Hoffmann, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, para ajustar a versão final do texto.
O governo segue desconfortável com pontos centrais do relatório, considerados frágeis e potencialmente problemáticos. Gleisi tem repetido que o tipo penal das facções criminosas, o perdimento extraordinário de bens e o risco de esvaziamento dos fundos federais ainda não foram solucionados. Segundo ela, Motta se comprometeu a não avançar sem antes discutir novamente as mudanças com o Executivo.
A assessoria de Hugo Motta confirmou ao ICL Notícias que Derrite estará presencialmente na reunião desta manhã, o que reforça o caráter decisivo do encontro. É ali que o governo tentará forçar ajustes que não foram contemplados nas versões anteriores.
Motta, por sua vez, corre contra o relógio. Ele insistiu em pautar a votação do projeto ainda hoje, mesmo enfrentando a resistência de líderes que defendiam levar o tema para a próxima semana. Se a votação acabar adiada, o desgaste recairá diretamente sobre ele, que insistiu no cronograma apesar da falta de consenso.

Derrite divulgou quatro versões
A condução atropelada do PL Antifacção já gerou irritação interna. Em pouco mais de uma semana, Derrite divulgou quatro versões de seu relatório, e a quinta deve aparecer apenas horas antes da análise em plenário, reduzindo o espaço para debate técnico e ampliando o risco de erros.
Mesmo assim, Motta tenta manter a votação, apostando que a reunião desta manhã produzirá um texto minimamente aceitável. O encontro tornou-se, na prática, a última tentativa de costurar um acordo capaz de evitar um novo adiamento e de impedir que a instabilidade do relatório domine novamente a articulação política em torno do PL Antifacção.
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