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sábado, 28 fevereiro, 2026
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Deputados da oposição confirmam que Tarcísio articulou pela derrubada da MP do IOF

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Decidida a retirada da Medida Provisória sobre IOF da pauta Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (8),  parlamentares oposicionistas confirmaram que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi um dos principais responsáveis pela derrota do governo.

O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), já tinha afirmado que o governador paulista telefonou para parlamentares e dirigentes partidários para pedir a derrubada da proposta.

Esse papel ficou claro quando o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), foi à tribuna elogiar Tarcísio pelo “empenho” em dialogar com líderes de partidos de centro “contra o aumento de impostos”.

Antes da votação, Tarcísio tinha negado interferência nas articulações. “Neste momento, estou totalmente focado nos desafios e nas demandas de São Paulo”, declarou Tarcísio por meio de sua assessoria ao Broadcast Político. “Temos muitas ações e prioridades em andamento aqui no Estado, e essa questão cabe ao Congresso”. Pouco depois, o governador de São Paulo foi desmentido.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), considerou a retirada da medida uma “sabotagem ao país”. Em tom crítico ao governador paulista, Randolfe afirmou que a derrota do Planalto não é “desesperadora”, mas resultado de uma “ação orquestrada” que antecipa o cenário eleitoral de 2026 e teria contado com a participação direta de Tarcísio.

“Eles resolveram entrar na lógica de que, para tentar derrotar o governo do presidente Lula, não há problema em prejudicar o Brasil e os brasileiros. Não me surpreende, vindo de uma turma que faz manifestação com bandeira vermelha e listinhas”, declarou o senador.

Tarcísio

Tarcísio, Rueda e Ciro Nogueira articularam estratégia

Relator da medida provisória, o deputado Carlos Zarattini (PT-SP) também acusou o governador de “interferir em votação no Congresso”. Segundo ele, Tarcísio, o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), e o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, articularam para dificultar a aprovação do texto — considerado uma das prioridades do Palácio do Planalto.

A medida provisória era vista como essencial pela equipe econômica e poderia gerar cerca de R$ 17 bilhões em receitas para o governo federal em 2026, ano de eleições. O texto previa mudanças nas regras de tributação sobre investimentos, fintechs e compensações fiscais.

A decisão de retirar a MP da pauta foi aprovada por 251 votos a favor e 193 contra, o que inviabilizou sua análise. A medida perde a validade nesta quarta-feira (8).





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