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quarta-feira, 11 março, 2026
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Denúncia de violência contra mulher coloca vereador Diego Afonso sob investigação

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Uma denúncia de violência doméstica contra o vereador Diego Roberto Afonso foi registrada pela ex-esposa do parlamentar, Ingrid Frota, em Manaus. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil do Amazonas, por meio da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher Centro-Sul, que confirmou a abertura de procedimento para apurar as acusações. A denúncia ganhou repercussão após manifestações públicas dos dois lados e a confirmação de uma medida protetiva concedida pela Justiça.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações já foram iniciadas, mas detalhes não foram divulgados para evitar prejuízos ao andamento do caso.

A denúncia ocorre em meio ao processo de separação entre o vereador e Ingrid Frota, que apresentou publicamente sua versão dos fatos nas redes sociais e afirmou que o caso está sendo tratado dentro dos parâmetros da Lei Maria da Penha.

Denúncia resultou em medida protetiva

Em publicação nas redes sociais na segunda-feira (9), Ingrid Frota afirmou que a denúncia está sendo analisada pelas autoridades e que a Justiça determinou uma medida protetiva em seu favor. Segundo ela, a decisão incluiu o afastamento do parlamentar do lar.

“Diante das informacões divulgadas publicamente, esclareço que a denúncia apresentada por mim está sendo apurada pelas autoridades competentes. No âmbito da Lei Maria da Penha, foi concedida medida protetiva em meu favor, a qual resultou no afastamento do lar por determinação judicial, evidenciando que o Poder Judiciário reconheceu a gravidade dos fatos relatados”, escreveu.

Ela afirmou ainda que prefere não divulgar mais detalhes neste momento, citando o respeito aos filhos e ao andamento do processo judicial.

“Por respeito aos meus filhos e ao andamento do processo, não entrarei em detalhes neste momento. Confio que a verdade será plenamente esclarecida pela Justiça”, concluiu.

Vereador nega agressões

Após a repercussão da denúncia, o vereador Diego Afonso divulgou nota pública negando qualquer agressão contra a ex-esposa.

Segundo o parlamentar, o casal está em processo de separação há cerca de um ano e, recentemente, o caso passou a tramitar como separação litigiosa na Justiça. Ele afirmou que, diante da falta de acordo entre as partes, decidiu deixar a residência enquanto aguarda a decisão judicial.

A defesa do vereador também declarou que possui materiais que, segundo eles, comprovariam que não houve agressão.

“O vereador reafirma seu absoluto respeito às instituições, à Justiça e ao devido processo legal, e destaca que todos os esclarecimentos e provas serão apresentados perante o Poder Judiciário, onde os fatos serão devidamente apurados”, diz a nota divulgada pela defesa.

De acordo com os advogados, existem fotos e vídeos que seriam apresentados no processo como forma de contestar as acusações feitas pela ex-esposa.

Divergências sobre separação e patrimônio

Além das acusações de violência doméstica, o caso ganhou novos capítulos após o vereador registrar um boletim de ocorrência relatando o furto de objetos e equipamentos de armazenamento de dados em sua residência.

Segundo o parlamentar, os itens teriam desaparecido do imóvel onde o casal vivia. A ocorrência também passou a ser investigada.

Ingrid Frota, no entanto, contestou a versão apresentada pelo vereador sobre o suposto furto. Em sua manifestação pública, ela afirmou que a narrativa não corresponde à realidade.

“Causa estranheza também a tentativa de criar uma narrativa de suposto ‘furto’ dentro da residência onde sempre vivi, envolvendo bens que igualmente integram o patrimônio comum do casal, o que não corresponde à realidade dos fatos”, declarou.

Ela também disse que desconhece a versão apresentada pelo vereador de que o processo de separação teria começado há cerca de um ano.

As divergências indicam que o caso pode envolver também disputas patrimoniais e questões relacionadas ao processo de separação, que atualmente tramita na Justiça.

Investigação segue em andamento

A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher Centro-Sul, unidade responsável por apurar ocorrências relacionadas à violência doméstica e familiar em Manaus.

Por se tratar de um processo em andamento, a instituição afirmou que não pode divulgar detalhes sobre depoimentos, provas ou diligências realizadas até o momento.

A legislação brasileira prevê medidas protetivas em situações de risco à integridade física ou psicológica da vítima. Essas decisões podem incluir afastamento do agressor do lar, proibição de contato e outras restrições determinadas pelo Judiciário.

Enquanto as investigações avançam, caberá à Justiça analisar os elementos apresentados pelas duas partes, incluindo depoimentos, provas documentais e eventuais perícias.

Repercussão pública

O caso ganhou repercussão nas redes sociais e em veículos de comunicação locais, especialmente por envolver uma figura pública do cenário político de Manaus.

Especialistas destacam que denúncias de violência doméstica envolvendo autoridades costumam gerar maior atenção da opinião pública, mas ressaltam que todos os casos devem seguir os mesmos procedimentos legais previstos na legislação.

Nesse tipo de situação, o processo passa por diferentes etapas, incluindo investigação policial, eventual oferecimento de denúncia pelo Ministério Público e julgamento pelo Poder Judiciário, caso sejam encontrados indícios suficientes de crime.

Até o momento, não há decisão judicial definitiva sobre as acusações.

Direitos das vítimas

A Lei Maria da Penha, em vigor no Brasil desde 2006, estabelece mecanismos de proteção para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. Entre os instrumentos previstos estão as medidas protetivas de urgência, que podem ser concedidas rapidamente pela Justiça quando há indícios de risco à vítima.

Além do afastamento do agressor, essas medidas podem incluir proibição de contato, restrição de aproximação e outras determinações voltadas à segurança da mulher.

O sistema também prevê acompanhamento policial e apoio por meio de delegacias especializadas, centros de atendimento e redes de proteção social.

No caso envolvendo o vereador Diego Afonso e Ingrid Frota, a concessão da medida protetiva indica que a Justiça considerou necessário adotar medidas preventivas enquanto os fatos são investigados.

A definição sobre responsabilidades e eventuais consequências legais dependerá da conclusão das investigações e da análise do Judiciário.

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