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sexta-feira, 16 outubro, 2026
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Delegada é presa suspeita de receber R$ 50 mil para favorecer integrantes do PCC

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A delegada da Polícia Civil do Pará Maria Virgínia Grimwood Pinto foi presa nesta quinta-feira (15), em Brasília, suspeita de repassar informações sigilosas e oferecer proteção institucional a integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo as investigações, ela teria recebido R$ 50 mil em troca de informações restritas e de benefícios à organização criminosa.

A prisão ocorreu durante a Operação Sinalagma, conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco, que investiga um esquema interestadual de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção e ocultação de patrimônio. A apuração aponta que o grupo investigado teria movimentado quase R$ 15 milhões.

Maria Virgínia foi localizada em um hotel no Setor Hoteleiro Norte, na capital federal. A operação também prendeu Renato Henrique do Carmo, conhecido como “Gordão”, apontado pelos investigadores como uma das lideranças do PCC na região de Muro Alto, em Ipojuca, Pernambuco.

Investigação identificou suspeita de vazamento de informações

As suspeitas contra a delegada surgiram durante a investigação sobre Renato Henrique. Após a prisão dele, em janeiro de 2025, os investigadores apreenderam seu celular e, com autorização judicial, analisaram as conversas armazenadas no aparelho.

A análise levou à identificação de possíveis colaboradores da organização criminosa e levantou indícios de ligação entre a delegada e o suspeito. De acordo com as apurações, os dois mantinham um relacionamento amoroso.

Os investigadores suspeitam que Maria Virgínia tenha recebido vantagens financeiras para fornecer dados sigilosos, permitir acesso a sistemas restritos de segurança pública e oferecer proteção institucional a integrantes da facção. Entre os elementos analisados está uma transferência de R$ 50 mil.

Operação investiga esquema de lavagem de dinheiro

Além das suspeitas envolvendo agentes públicos, a Operação Sinalagma apura a utilização de mecanismos para ocultar a origem de recursos obtidos ilegalmente. Segundo as investigações, os suspeitos teriam recorrido a empresas, documentos falsos, contas bancárias de terceiros e movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada.

Relatórios de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) também foram utilizados para rastrear as operações financeiras relacionadas aos investigados.

A investigação apura possíveis crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, falsidade ideológica e participação em organização criminosa.





ICL Notícias

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