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sexta-feira, 20 março, 2026
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De olho em ministério, Wassef encontra Flávio Bolsonaro

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A coluna apurou que o senador e pré-candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-SP) esteve com o advogado Frederick Wassef ao menos duas vezes em São Paulo no último mês. Em uma delas, os dois estava sozinhos em um café nos Jardins. O advogado informou a interlocutores que tem desejo de ser parte de um futuro governo e pressiona pelo Ministério da Justiça.

Questionado pela coluna sobre os motivos dos encontros com Wassef, o senador não respondeu. Já sobre o desejo do advogado pelo Ministério da Justiça, o filho de Jair Bolsonaro não negou que o defensor esteja cotado. Por nota, o senador disse “Nenhum ministério está definido. Eu entendo a ansiedade das pessoas em ver uma renovação na Esplanada dos Ministérios, mas as eleições ainda estão distantes e ainda temos muito trabalho pela frente. Podem ter certeza que, caso os eleitores depositem sua confiança em mim, o ministro da Justiça será um nome técnico e com perfil de combate ao crime organizado e às facções narcoterroristas”.

Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro, tem anunciado a pessoas próximas que deve ser ministro da Justiça se o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ele atualmente é presidente do PL na região de Atibaia e Bragança Paulista e vai disputar uma vaga para deputado federal nas eleições de 2026.

Desde que o senador anunciou que foi escolhido por Jair Bolsonaro (PL-RJ) para a disputa, Wassef voltou a se reaproximar de Flávio, o que preocupa interlocutores do ex-presidente e integrantes da legenda. Na semana passada, Wassef foi denunciado ao Ministério Público de são Paulo por uma tentativa de estupro de um antiga colaboradora do PL em Atibaia. O caso foi revelado pela coluna.

O advogado coleciona uma série de polêmicas, problemas e envolvimento em investigações. Em 2020, Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio, foi encontrado e preso no sítio de Wassef em Atibaia em meio às investigações sobre peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa no antigo gabinete de Flávio na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio).

Além disso, em março de 2023, ele foi até os EUA recomprar um rolex de ouro branco, presenteado à presidência da República, vendido ilegalmente pelo tenente-coronel Mauro Cid a pedido de Bolsonaro. O valor pago pelo advogado foi de U$ 49 mil.

Ao ser investigado no caso, Wassef disse para a PF que fez a recompra a pedido do advogado Fabio Wajngarten. Wassef ainda afirmou para a PF que entregou o relógio em Miami para alguém apontado por Wajngarten. No entanto, no fim do ano passado, em meio a um processo com Edvaldo Oliveira, ex-aliado de Wassef, surgiram mensagens entre os dois no qual Oliveira afirma ter provas de que Wassef mentiu. Oliveira chegou a dizer a Wassef: “Lembra quando voltou dos EUA e estava com o rolex? Lembra que sei de detalhes de sua invenção para foder o Fábio Wajngarten (sic)?”

A Polícia Federal indiciou, em 4 de julho de 2024, o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais 11 pessoas na investigação sobre a venda ilegal de joias sauditas do acervo presidencial. A PF apontou evidências de peculato, associação criminosa, lavagem de dinheiro e apropriação de bens públicos. Entre os indiciados, estão Cid, Wassef e Wajngarten. Até o momento, a PGR não fechou o caso.





ICL Notícias

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