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domingo, 12 abril, 2026
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Datafolha mostra que eleição é entre petismo e antipetismo, avaliam analistas

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Por Brasil de Fato

A nova pesquisa Datafolha, divulgada neste sábado (11), mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) empatados tecnicamente, com o bolsonarista um ponto percentual à frente do petista, 46% a 45%, no segundo turno.

Além disso, o levantamento fez simulações com o presidente Lula enfrentando Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD). Os dois cenários são idênticos, Lula venceria por 45% a 42% qualquer um dos adversários.

“Isso revela o clima de polarização entre PT e antipetistas, não se trata de ser a favor de Bolsonaro. Ou seja, existe um voto petistas e um antipetista, independentemente de quem está competindo com Lula”, afirma Paulo Niccoli Ramirez, professor de Filosofia, Sociologia, Antropologia e Ciência Política na ESPM.

No entanto, o especialista pondera que a campanha, de fato, ainda não começou, e esse início pode mudar o cenário em alguns aspectos, por exemplo, abre caminho para o governo responder as ofensivas que vem recebendo.

“Cabe a campanha do presidente Lula a direcionar a rejeição a Bolsonaro ao Zema e ao Caiado”, destaca.

Paulo Roberto de Souza, analista político e professor da pós-graduação em mídia, política e sociedade na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), concorda:

“No momento, a situação é preocupante para Lula, que está nas cordas, mas também está somente apanhando dos outros três enquanto governa”, avalia.

No entanto, ambos pesquisadores ponderam que há pontos a serem considerados antes de ligar todos sinais de alerta.

“Temos que olhar também os dados do primeiro turno. Nele, Lula ainda lidera, mesmo que empatado na margem de erro e mais: tem 26% na espontânea, ante 16% de Flávio Bolsonaro, o que mostra que a candidatura positivamente mais consolidada é a de Lula”, comenta Souza.

Ramirez também destaca que quando o presidente Lula puder, de fato, começar a fazer campanha, haverá uma diferença substancial no discurso dele.

“Quando Lula se manifestar como candidato, com a carisma que tem, a tendência é que Lula consiga mais alguns votos, enquanto a direita lutará pelos que sobram”, afirma.

Mesmo com todas essas ponderações, Paulo Roberto de Souza acredita que 2026 deve repetir 2022, quando Lula venceu Jair Bolsonaro por uma diferença de menos de dois pontos percentuais.

“O fato é que parece que há pouco a se reverter para ambos os lados, o que nos leva a uma possibilidade real de um resultado final muito parecido com 2022, seja quem for o vencedor.”





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