[ad_1]
A liquidação extrajudicial do Banco Master, anunciada pelo Banco Central nesta terça-feira, chamou atenção especialmente por um ponto: a grande quantidade de CDBs emitidos pela instituição, com rentabilidade que chegava a 140% do CDI — um patamar muito acima do habitual no mercado. O caso acendeu um alerta entre investidores e levantou dúvidas sobre os mecanismos de proteção existentes.
Além disso, investigações da Polícia Federal apontam suspeitas de irregularidades na gestão do banco, incluindo a possível criação de carteiras de crédito fictícias, o que levou à prisão do proprietário da instituição.
Diante desse cenário, surge a pergunta: como ficam os investidores agora? Entra em cena o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
O que é o FGC?
O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada, criada em 1995, que atua como uma espécie de “seguro” para o investidor de renda fixa. Ele não tem ligação com o governo, mas integra o Sistema Financeiro Nacional e é mantido pelas próprias instituições financeiras.
A função do FGC é simples: proteger o dinheiro aplicado em produtos cobertos pela garantia, caso o banco emissor não consiga honrar seus compromissos. Entre esses produtos estão os CDBs, que possuem garantia de até R$ 250 mil por CPF e por instituição.
No caso do Banco Master, o FGC já havia emprestado R$ 4 bilhões à instituição antes da liquidação – uma tentativa de estabilizar suas operações.
Por que o FGC é importante?
O objetivo do FGC é reforçar a confiança no sistema financeiro e evitar que o investidor tenha prejuízos em situações de crise. Ele assegura tanto o capital investido quanto a rentabilidade acumulada até o limite da cobertura.
Sem essa garantia, crises bancárias como a do Master poderiam gerar corrida bancária, pânico no mercado e perdas significativas para pessoas físicas.
Para manter o fundo funcionando, todos os bancos contribuem mensalmente com uma taxa de 0,0125% sobre o saldo dos produtos que possuem cobertura do FGC.
Como será o pagamento da garantia no caso do Banco Master?
Quando uma instituição é liquidada, como ocorreu com o Master, o processo segue etapas bem definidas:
- Início do processo
Assim que o Banco Central decreta a liquidação, o liquidante oficial inicia o envio das informações ao FGC. - Cadastro do investidor
O investidor deve baixar o aplicativo do FGC e concluir seu cadastro para receber a garantia. - Recebimento da lista de credores
O FGC aguarda o envio da relação completa de pessoas afetadas pela liquidação. - Liberação dos valores
Com tudo conferido, o fundo começa a pagar os investidores que já estão com o cadastro atualizado.
Esse processo costuma ser rápido e segue um fluxo padronizado para evitar atrasos desnecessários.
[ad_2]
ICL Notícias



