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domingo, 15 fevereiro, 2026
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Crianças indígenas param de ir à escola após jovem ser decapitado em aldeia no PR

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Ameaças e violências constantes fizeram crianças indígenas Avá-Guarani deixarem de ir à escola, no oeste do Paraná. A região é palco de um conflito histórico por demarcação de terras entre comunidades indígenas e o agronegócio.

Segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), a situação se agravou após o indígena Everton Lopes Rodrigues, de 21 anos, ser encontrado decapitado em julho deste ano. Uma carta com ameaças à comunidade — em especial crianças e adolescentes que utilizam ônibus escolares — foi encontrada junto ao corpo.

“Nós vamos matar mais de vocês, iremos invadir as aldeias já existentes, atacaremos os ônibus com as vossas crianças dentro, queimaremos vivos. Não é uma ameaça vazia, mas, sim, recheada com ódio”, contava o documento.

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Crianças estão sendo ameaçadas no Paraná (Foto: Roberto Porto/ RPC)

Apesar de o número exato de crianças afetadas não ter sido divulgado, as ameaças e ataques têm afligido as comunidades de Guaíra, que compreendem mais de 500 crianças entre 2 e 12 anos.

“Recebemos relatos de crianças que não conseguem dormir e têm medo de ir à escola. Além das ameaças no transporte, muitas também enfrentam racismo e hostilidade dentro das próprias instituições de ensino. Isso causa evasão escolar, afeta a saúde mental e pode até gerar cortes no Bolsa Família, já que a frequência é exigida”, explicou advogada Ana Caroline Silva Magnoni, da Comissão Guarani Yvurupa.

Segurança para crianças indígenas

O MP-PR e o Ministério Público Federal (MPF) expediram na sexta-feira (15) uma recomendação administrativa que exigia o reforço imediato no policiamento durante os trajetos e horários do transporte escolar, a elaboração de plano de segurança para pontos de embarque e desembarque, o monitoramento de crimes de racismo e ameaças, presenciais ou virtuais, e a comunicação permanente entre autoridades e lideranças indígenas.

As medidas valem para órgãos de segurança federal, estadual e municipal, que têm 20 dias para apresentar as primeiras providências. Caso não sejam cumpridas, medidas administrativas e judiciais podem ser tomadas.

Segundo a Guarda Municipal de Guaíra, rondas estão sendo feitas e ônibus escolares estão sendo acompanhados durante o trajeto.



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