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terça-feira, 10 fevereiro, 2026
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CPI do INSS ganha fôlego com série de quebras de sigilo e mira 165 investigados

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A CPI do INSS deve receber nos próximos dias um grande volume de informações sigilosas sobre 165 pessoas físicas e jurídicas, em um movimento que promete fortalecer o trabalho da comissão após semanas marcadas por reveses. A quebra de sigilos bancários, telefônicos, de mensagens de aplicativos e de movimentações financeiras foi aprovada em bloco e deve abrir novas frentes de apuração.

Parlamentares avaliam que a chegada desses dados amplia o poder de fogo do presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), e do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), que terão maior margem para definir o rumo da investigação. O relatório final, a ser elaborado por Gaspar, poderá recomendar indiciamentos ao Ministério Público.

A oposição aposta que o acesso a informações do Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos) permitirá convocar José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Também está no radar a Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), historicamente próxima do PT. Já aliados do governo querem demonstrar que as fraudes e descontos irregulares cresceram no período de Jair Bolsonaro (PL).

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Antonio Carlos Camilo Antunes, que ficou nacionalmente conhecido como “Careca do INSS”, foi preso no último dia 12, junto com Maurício Camisotti (Foto: Reprodução)

Presos pela CPI e investigações

Até agora, os principais alvos são Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e Maurício Camisotti, presos em 12 de setembro sob suspeita de operar parte do esquema. Ambos negam envolvimento. A defesa de Camisotti afirma que não havia justificativa para a prisão, enquanto a de Antunes preferiu não se manifestar.

Decisões recentes do STF, no entanto, esvaziaram depoimentos aguardados pela comissão. Os ministros André Mendonça, Flávio Dino, Nunes Marques e Luiz Fux autorizaram investigados, familiares e sócios a faltar ou permanecer em silêncio diante dos parlamentares. O caso mais recente foi o do advogado Nelson Wilians, que, amparado por decisão de Nunes Marques, falou à CPI mas não precisou se comprometer a dizer a verdade.

Apesar das limitações impostas pelas cortes, integrantes da CPI acreditam que a análise dos documentos reunidos pode revelar conexões ainda não mapeadas. Nos bastidores, há a percepção de que parte do material dificilmente será analisada em profundidade, mas que a simples obtenção dos dados já reforça o poder político da comissão.

Na última reunião, o presidente Carlos Viana criticou os sucessivos entraves judiciais. “Eu quero aqui fazer um apelo direto aos ministros do Supremo Tribunal Federal. Deixem esta CPI trabalhar”, afirmou.



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