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quinta-feira, 12 fevereiro, 2026
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Cooperativa da Reforma Agrária inaugura agroindústria com capacidade de beneficiar 40 toneladas de feijão por dia, em Londrina (PR)

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No dia 16 de outubro, Dia Mundial da Alimentação e da Soberania Alimentar, a Cooperativa Agroindustrial de Produção e Comercialização Conquista (Copacon), localizada no Assentamento Eli Vive, em Londrina, irá inaugurar o Complexo Agroindustrial de Grãos Agroecológico, com capacidade de beneficiar até 40 toneladas de feijão em apenas 8 horas de trabalho. O ato de inauguração contará com a presença de ministros, autoridades políticas e do economista João Pedro Stédile, integrante da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). 

A Copacon já mantém uma Agroindústria de milho 100% livre de transgênicos, onde realiza o beneficiamento de milho e derivados como fubá, biju e canjiquinha. Com a agroindústria do feijão, a cooperativa passa a atender a mais uma demanda dos produtores locais, potencializando a comercialização do grão, que já é tradicionalmente cultivado na região entre uma safra de milho e outra.

Produção de feijão agroecológico no assentamento. Foto: Valmir Fernandes

O novo espaço representa um avanço para a Agricultura Familiar, que cada vez mais vem incorporando alta tecnologia na produção e agroindustrialização de alimentos. A unidade conta com equipamentos modernos de seleção, limpeza e empacotamento do grão, garantindo maior qualidade e adequação ao mercado. 

Festa de inauguração

Lavoura de feijão, na comunidade Reduto de Caraguatá. Foto: Juliana Barbosa / MST

A inauguração está prevista para iniciar às 7h, com café da manhã, seguido pela conferência “Cooperação e a Agroecologia na Produção e Agroindustrialização de Alimentos na Reforma Agrária”, com o economista João Pedro Stédile.

 A expectativa é de cerca de três mil pessoas, entre assentados, representantes do Governo Federal, autoridades locais e apoiadores. Após  o ato de inauguração, terá uma visita técnica na agroindústria. O grande dia será encerrado com um almoço comunitário.

De olho na modernidade, com mais de 10 anos de história

Feijão-carioca, comercializado pela cooperativa. Foto: Camila Calaudiano

Criada em 2015, para organizar a produção de milho e hortaliças dos assentados, a cooperativa Copacon, conta atualmente com 500 associados, e entrega anualmente duas mil toneladas de alimentos para escolas do Paraná, por meio de programas como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A nova agroindústria também irá gerar cerca de 30 novos postos de trabalho para a comunidade do Assentamento Eli Vive. 

O diretor-presidente da cooperativa, Fábio Herdt, explica que a agroindústria será capaz de atender toda a região, do pequeno ao grande produtor.  Ele também fala da importância da industrialização na Reforma Agrária, “São equipamentos com tecnologia de ponta, capazes de identificar e separar o grão de feijão preto do carioca e fazer o processamento do grão com a maior qualidade possível. Vamos poder comercializar o produto a preço justo, valorizando o trabalho dos agricultores”, afirma.

 A nova agroindústria de beneficiamento não se restringe a produção dos assentados, estendendo o serviço a todos os agricultores familiares da região. 

Cooperativismo da Reforma Agrária no Paraná

O sistema produtivo está alicerçado em 25 cooperativas, 62 agroindústrias e cerca de 100 associações. As agroindústrias, conjuntamente, possuem um faturamento anual de cerca de 150 milhões de reais, geram aproximadamente 300 postos de trabalho e mais de 100 produtos industrializados. São 5.400 famílias cooperados/as diretamente, e outras 30 mil famílias atendidas – entre assentadas, integrantes da agricultura familiar e de comunidades tradicionais.

Produção de feijão. Foto: Valmir Fernandes

Entre as linhas de produção, em assentamentos e acampamentos, estão leite, ração animal, milho, arroz, feijão e cereais diversos, ovos caipiras, hortifrúti, mel, derivados de cana-de-açúcar e destilação, erva-mate, de polpa e suco de frutas, panificados, além de cozinhas comunitárias.

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Fonte: Brasil de Fato

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