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Por Cleber Lourenço
A convocação do empresário Daniel Vorcaro para prestar depoimento à CPMI do INSS foi adiada e, até o momento, não há nova data definida para a oitiva. O depoimento estava previsto para o dia 5, mas acabou sendo retirado da agenda da comissão.
A informação foi confirmada ao ICL Notícias pelo deputado Rogério Correia (PT-MG), membro da comissão, e pelo vice-presidente do colegiado, deputado Duarte Júnior (PSB-MA). Ambos afirmaram que a convocação segue válida, mas que a CPMI ainda reorganiza o calendário de depoimentos.
De acordo com informações obtidas pela reportagem, o adiamento ocorreu após solicitação da defesa de Daniel Vorcaro. Os advogados alegaram que a intimação para a oitiva, marcada para o dia 5 de fevereiro, ocorreu apenas no último final de semana, às vésperas da sessão, o que, segundo a defesa, compromete a razoabilidade do prazo e pode gerar prejuízo ao exercício do direito de defesa.
Além de confirmar o adiamento, Rogério Correia fez críticas duras à condução dos trabalhos e afirmou que a comissão precisa avançar sobre nomes centrais do caso envolvendo o Banco Master e o crédito consignado.
A defesa de Vorcaro também solicitou que a oitiva seja realizada na modalidade híbrida, com participação por videoconferência. O pedido foi fundamentado na dificuldade de deslocamento a Brasília, em razão do cumprimento de medidas cautelares na cidade de São Paulo.
“Se o presidente quer fazer de fato uma investigação sobre o que aconteceu no Banco Master em relação ao crédito consignado, tem duas pessoas a serem ouvidas que ele tem que colocar o requerimento em votação. Um deles é o pastor Zé Tel, que foi sócio dele e que comandava essas questões dentro do Banco Master e que tem denúncia de que ele fazia lavagem de dinheiro na Igreja da Lagoinha através do Banco Clava Forte. E o outro que é o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Se ele não chama e não coloca em votação esses dois, esse negócio do cara é só cortina de fumaça para não adentrar realmente no assunto”, disse o deputado.
Segundo Correia, o adiamento da oitiva de Vorcaro também preocupa por causa do calendário apertado da CPMI, que tem previsão de encerramento em março. Ele defendeu que os principais personagens do caso sejam ouvidos o quanto antes.
“Se for depois do carnaval, quinta-feira, dia 26, porque dia 19 não tem, é muito tarde, porque nós precisamos escutá-lo. Nós só precisamos escutar o Zé Tel, depois o Zé Tel. A gente não abre mão de escutá-lo. Ainda tem o Flávio Bolsonaro e a CPMI termina em março. Vou provar o relatório. Então nós precisamos apressar isso. Ainda tem o Roberto Campos para vir. Esse caso do Ricardo tem que escutar pelo menos o Carlos Ethel e o Campos Neto”, afirmou.
Nos bastidores da comissão, parlamentares avaliam que o adiamento da oitiva de Daniel Vorcaro não altera o foco da investigação, mas pode comprometer o avanço dos trabalhos se novas datas não forem rapidamente definidas. A expectativa é que a presidência da CPMI anuncie, nos próximos dias, um novo cronograma de depoimentos considerados estratégicos para o encerramento das apurações.
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ICL Notícias



