A Prefeitura de São Paulo decidiu afastar Eliazer Rodella do comando da Guarda Civil Metropolitana, após o ex-chefe da corporação ser acusado de agredir a ex-companheira, Samara Rocha Bragantini. Segundo a Secretaria de Segurança Urbana, um processo na corregedoria será instaurado para apurar as denúncias e verificar seus fundamentos.
Caso as acusações sejam comprovadas, o comandante será exonerado. “Em razão das acusações feitas contra o atual comandante da Guarda Civil Metropolitana, Eliazer Rodella, que o mesmo será afastado imediatamente de suas funções”, afirmou a pasta, em nota.
Em depoimento ao canal Histórias de Divórcios, Samara afirmou que foi agredida ao menos três vezes por Rodella, sendo uma delas durante a gestação do segundo filho. Ela não cita o nome de Rodella, mas afirma que o responsável pelas agressões seria “comandante” de uma “instituição de segurança”.
“Ele batia minha cabeça na porta, deixou meus braços roxos, me jogou na cama com muita força. Minha enteada começou a chorar, minha menina também. […] Ele dava soco em mim. Não soco na barriga, soco no braço. Meu braço ficou todo roxo”, disse no vídeo publicado em 24 de março.
As agressões foram registradas em boletins de ocorrência, já que Samara afirmou que não teve coragem de denunciar o então companheiro à polícia já que os filhos eram pequenos quando as agressões aconteceram. Eles ficaram juntos entre 2003 e 2019.
Natural da cidade de São Paulo, Eliazer Rodella, 56 anos, ingressou na Guarda Civil Metropolitana em 11 de fevereiro de 1988. Antes de ser indicado a comandante-geral, ele foi Comandante Superintendente da Superintendência de Operações Integradas (SOI) do Smart Sampa.
Por:Carta Capital