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quinta-feira, 12 fevereiro, 2026
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Com Will Bank, BC já liquidou seis empresas do conglomerado Master

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A liquidação do Will Bank, decretada nesta quarta-feira (21) pelo Banco Central (BC), representa a sexta intervenção direta ligada ao Banco Master, um dos maiores escândalos financeiros do Brasil. Desde novembro de 2025, o BC vem desfazendo, em etapas, o conglomerado e suas empresas coligadas, motivado por insolvência financeira, suspeitas de fraudes contábeis e colapso operacional.

O processo começou com a liquidação das instituições centrais do grupo e avançou para subsidiárias e empresas controladas. A tentativa de preservar o Will Bank, braço digital voltado para clientes das classes C, D e E, fracassou após o banco descumprir pagamentos em transações com a Mastercard, evidenciando a insolvência irreversível da instituição, como explicou a economista e apresentadora do ICL Mercado e Investimentos, Deborah Magagna, durante participação no ICL Notícias 1ª edição de hoje.

will bank
A economista Deborah Magagna no ICL Notícias 1ª edição

“O Will Bank chega com a proposta de facilidade, de democratizar o acesso ao crédito, e isso também traz na composição um risco. Assim como o Master, esse braço financeiro também fez captação de recursos de forma agressiva e usando o FGC [Fundo Garantidor de Crédito] como garantia e oferecendo taxas acima da média para ser atrativo”, disse.

Ela ainda lembrou que a negociação do Will bank foi feita pela Reag, empresa já liquidada pelo BC, como forma de inflar o patrimônio do conglomerado. Deborah também explicou que a empresa não havia sido liquidada antes porque havia um grupo financeiro interessado.

“Mas, quando não acontece a negociação, o Will Bank começa a ficar fragilzado. A situação piorou quando a Mastercard bloqueia as transações feitas pela instituição”, pontuou.

O descumprimento das grades de pagamento da Mastercard levou ao bloqueio das transações do banco, eliminando qualquer alternativa além da liquidação. O episódio evidencia a fragilidade do conglomerado e o risco sistêmico de práticas de gestão inadequadas e propagandas enganosas sobre garantias do FGC.

Impacto para investidores e sistema financeiro

O caso mobiliza o maior acionamento da história do Fundo Garantidor de Créditos, com cerca de R$ 41 bilhões reservados para ressarcir investidores de produtos cobertos, como CDBs, LCIs e LCAs, respeitando o limite de R$ 250 mil por CPF e por instituição. Com a liquidação do Will Bank, esse valor pode subir para R$ 50 bilhões, pressionando novos aportes obrigatórios de bancos ao fundo.

O Will Bank atendia cerca de 5 milhões de clientes, especialmente da região Nordeste, e, como explicou Deborah, havia sido colocado em Regime de Administração Especial Temporário (Raet) em novembro, com interesse de compra por um fundo privado. A negociação dependia de um aporte de R$ 5,5 bilhões do FGC, o que é ilegal pela legislação vigente.

Seis liquidações ligadas ao Master

O Banco Central promoveu, até o momento, a liquidação das seguintes instituições:

1. Núcleo do conglomerado — 18 de novembro de 2025

  • Banco Master S/A (instituição líder)
  • Banco Master de Investimento S/A
  • Banco Letsbank S/A (atual BlueBank)
  • Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários

2. Braço de investimentos — 15 de janeiro de 2026

  • CBSF DTVM (antiga Reag Investimentos), envolvida em suspeitas de fraude e manipulação de fundos.

3. Extensão final — 21 de janeiro de 2026

  • Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento (Will Bank), após fracasso de venda e bloqueio no arranjo da Mastercard.



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