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segunda-feira, 29 junho, 2026
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Coluna ESG: Como o consumidor molda o mercado?

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Você já reparou que, hoje, não basta um produto ser bom? Cada vez mais consumidores querem saber de onde ele vem, como foi produzido, quais impactos gera ao meio ambiente e se a empresa por trás dele atua de forma ética e responsável. Essa mudança de comportamento está transformando mercados inteiros e acelerando a agenda ESG nas organizações.

O consumidor do século XXI, especialmente as gerações Millennial e Z, passou a enxergar o ato de comprar como uma forma de expressar valores. Produtos veganos, embalagens recicláveis, matérias-primas reaproveitadas e cadeias produtivas transparentes deixaram de ser diferenciais para se tornarem fatores relevantes na decisão de compra.

Os números confirmam essa tendência. A pesquisa Voice of the Consumer 2024, da PwC
(PricewaterhouseCoopers é uma das maiores redes de consultoria e auditoria empresarial do mundo), realizada com mais de 20 mil consumidores em 31 países, mostrou que 80% das pessoas estão dispostas a pagar mais por produtos produzidos de forma sustentável. Em média, os consumidores aceitariam desembolsar cerca de 10% a mais por itens que utilizem materiais reciclados, tenham menor pegada de carbono ou adotem práticas socioambientais responsáveis. (PwC)

Entre os mais jovens, o movimento é ainda mais evidente. Estudos conduzidos pela First Insight (empresa norte-americana de tecnologia e análise preditiva de consumo, famosa por seus estudos globais sobre o comportamento do varejo) em parceria com a Wharton School indicam que 62% dos consumidores da Geração Z preferem comprar de marcas sustentáveis, enquanto 73% afirmam estar dispostos a pagar mais por esses produtos.

Além disso, essa geração tem influenciado os hábitos de consumo de públicos mais velhos, ampliando o alcance da sustentabilidade nas decisões de compra. (First Insight)

Para as empresas, a mensagem é clara: sustentabilidade deixou de ser apenas uma questão reputacional. Ela se tornou uma estratégia de competitividade. O ESG passa a funcionar como uma resposta concreta às expectativas de consumidores que exigem transparência, responsabilidade e propósito.

Mas existe um alerta importante. O consumidor atual também está mais atento ao chamado greenwashing — quando empresas utilizam discursos ambientais sem apresentar resultados reais (quem puder, olha o que aconteceu com a Companhia aérea GOL). Nesse cenário, não basta comunicar boas intenções; é preciso demonstrar evidências, indicadores e compromissos verificáveis.

Ao final, quem molda o mercado não são apenas as empresas. É você, consumidor. Cada escolha feita na prateleira, cada preferência por uma marca comprometida com práticas sustentáveis e cada questionamento sobre a origem de um produto ajudam a direcionar investimentos, estimular inovação e acelerar a construção de uma economia mais responsável. E é justamente nessa conexão entre consumo consciente e estratégia empresarial que o ESG encontra uma de suas maiores forças transformadoras.

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