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sábado, 15 agosto, 2026
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Colômbia reduz expectativas de encontrar sobreviventes após terremoto

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As equipes de resgate que atuam nas áreas mais atingidas pelo terremoto de magnitude 7,4 na Colômbia entraram em uma fase crítica das buscas por sobreviventes. Mais de 72 horas após o tremor, ocorrido na segunda-feira (10), as chances de localizar pessoas com vida sob os escombros diminuíram, embora os trabalhos continuem em diferentes pontos do país.

O terremoto teve epicentro próximo a San José del Palmar, no departamento de Chocó, e provocou danos principalmente na região do Pacífico e em cidades como Cali e Pereira. Segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades, 281 pessoas morreram, 3.971 ficaram feridas e 379 continuam desaparecidas. Ao todo, mais de 102 mil pessoas foram afetadas pela tragédia.

As equipes de emergência ainda trabalham em locais onde há possibilidade de encontrar vítimas com vida. Em alguns pontos, os socorristas interrompem o uso de máquinas e pedem silêncio absoluto para tentar identificar sons vindos dos escombros. Quando não são detectados sinais de sobrevivência, equipamentos pesados passam a ser utilizados para retirar os destroços.

A operação mobiliza mais de mil militares, além de especialistas e equipes internacionais. Cães farejadores e equipamentos capazes de detectar sinais de vida também são empregados nas buscas.

Apesar da redução das expectativas, resgates continuam sendo registrados. As autoridades informaram que 348 pessoas já foram retiradas com vida dos locais atingidos desde o início das operações.

Destruição e emergência humanitária

A dimensão dos estragos levou o governo colombiano a manter a mobilização nacional.

Mais de 10,6 mil casas foram destruídas e cerca de 65,8 mil imóveis sofreram danos, enquanto 127 edifícios chegaram a desabar.

O terremoto também afetou escolas, hospitais, sistemas de abastecimento de água e aeroportos. Milhares de famílias permanecem desabrigadas ou fora de suas casas por causa dos riscos provocados pela instabilidade das estruturas e pelas réplicas do tremor.

O número elevado de desaparecidos mantém familiares e equipes de emergência em alerta.

Mesmo com o fim da janela considerada mais favorável para localizar sobreviventes, os trabalhos estão concentrados nos pontos em que equipamentos ou socorristas identificam indícios de que ainda possa haver pessoas sob os escombros.





ICL Notícias

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