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sexta-feira, 4 setembro, 2026
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Cláudio Castro ostenta o bolsonarismo caviar

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Temos a extrema direita que faz marketing do homem “simplão” brasileiro, como o próprio ex-presidente Jair Bolsonaro ao se exibir com leite condensado no pão, mas habemus também a direitona tosca que tomou gosto pelo caviar — a iguaria russa que segue como símbolo e ostentação do novo-riquismo.

O político Cláudio Castro, o ex-governador do Rio que se exibia com o torresminho do Restaurante do Povo em Caxias, foi flagrado pela Polícia Federal (repare só!) se lambuzando no caviar de Ricardo Magro. O dono da refinaria Refit bancou pelo menos R$ 10,5 mil das famosas ovas de esturjões selvagens do Mar Cáspio.

Alvíssaras, camaradas, agora temos a extrema direita caviar miliciana da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.

A adega de Castro, presenteada pelo mesmo amigo foragido da Justiça, harmoniza inteiramente com a iguaria russa. Uma belezinha!

Mesmo tendo visto outro dia no lanche da vilã Pilar da novela das nove, jurava que essa história de caviar havia saído de moda, não simbolizava mais riqueza alguma — fosse riqueza lícita ou sob suspeita.

Qual o quê. Dia desses, em conversa com o antropólogo Michel Alcoforado, autor do livro “Coisa de Rico”, ele assegurou que as luxuosas latinhas de ovas seguem sim como marcadores de status. Sinal de novo-riquismo brabo, no caso do ex-governador fluminense.

Na mesma mesa da Flipei, em SP, Alcoforado citou Daniel Vorcaro, o ex-banqueiro que fez vantajosos negócios na gestão Cláudio Castro, como um bom manipulador dessa simbologia da riqueza entre os poderosos do Brasil.

“O moço lá do banco Master inventou o mecanismo perfeito. Ele ganhou muito dinheiro, investiu muito dinheiro na mise-en-scène e, porque era rei da mise-en-scène, ele conseguiu fazer mais dinheiro e envolveu a república inteira”, disse. “Sem suruba em Trancoso, sem show do Coldplay, sem casamento na Toscana, sem pagar aviãozinho para deputado e para senador, sem comprar veículo de imprensa, sem fazer isso tudo ele não tinha feito todo mundo acreditar, ou pelo menos parte da sociedade brasileira acreditar, que o banco dele tinha lastro para fazer o que estava fazendo”.

É, nobilíssimo Zeca Pagodinho, quase toda a classe política se lambuzou no caviar do dono da Refit ou da turma do Master. Poucos são os que podem fazer coro contigo naquele estribilho: “Nunca vi, nem comi/ Eu só ouço falar”.





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