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quarta-feira, 11 fevereiro, 2026
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China frustra ciberataques dos EUA que ameaçavam estabilidade global — Brasil de Fato

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As autoridades de segurança da China anunciaram ter descoberto e neutralizado uma operação de espionagem digital, conduzida pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês). Segundo o governo chinês, os ataques tinham como alvo o Centro Nacional de Serviço de Tempo, responsável por gerar e manter o “Horário de Pequim”, base oficial utilizada em todo o país, cuja manipulação poderia gerar impactos internacionais em finanças, transporte, energia e comunicação global.

De acordo com o Ministério da Segurança do Estado da China (MSS), a NSA iniciou os ataques em março de 2022, explorando falhas em aplicativos estrangeiros para controlar os celulares de funcionários do centro e roubar informações sigilosas. Em 2023, os invasores teriam usado credenciais roubadas para acessar sistemas internos e realizar sondagens de rede.

Ataques em larga escala

Entre agosto de 2023 e junho de 2024, as ofensivas se intensificaram com o uso de uma nova plataforma de guerra cibernética, equipada com 42 ferramentas especializadas em invasão. O objetivo era acessar e comprometer o sistema de sincronização temporal que sustenta setores estratégicos da China, como comunicações, finanças, energia elétrica, transporte, cartografia e defesa nacional, com potenciais efeitos em cadeias globais dependentes de horários precisos.

As investigações indicam que a NSA operava principalmente durante a madrugada, utilizando servidores virtuais privados (VPS) instalados nos Estados Unidos, Europa, Ásia e África, para mascarar a origem das invasões. Os agentes teriam empregado certificados digitais falsos, criptografia avançada e técnicas de elevação de privilégios para contornar antivírus e apagar rastros digitais.

“As agências de inteligência dos EUA implantaram um grande número de servidores como ‘escadas’ digitais através da Europa, Ásia e África. Utilizam vulnerabilidades de dia zero e métodos de penetração cruzada em redes críticas para violar a soberania cibernética de outros países”, afirmou Li Jianhua, diretor do Centro Nacional de Engenharia para Análise de Conteúdo da Informação da Universidade Jiaotong de Xangai ao Ministério da Segurança do Estado da China (MSS).

O MSS afirmou ter reunido provas materiais das invasões e declarou que as ações da NSA foram frustradas antes de causar danos permanentes. As autoridades também orientaram o centro a reforçar suas medidas de proteção digital para evitar novos incidentes.

O ministério destacou que o episódio reflete o uso crescente de ameaças persistentes avançadas (APT) — técnicas de ataque que permitem monitorar, controlar ou sabotar infraestruturas críticas — e representam um risco global à soberania e à segurança cibernética.

O governo chinês afirmou que continuará a fortalecer suas defesas digitais e denunciou o comportamento “imprudente” de Washington, que, segundo Pequim, “coloca em risco a estabilidade e a confiança internacionais no espaço cibernético”.

Nos últimos anos, os Estados Unidos vêm sendo acusados de realizar operações semelhantes em diversos países. Documentos revelados em 2013 pelo ex-analista da NSA Edward Snowden mostraram a existência de programas de espionagem digital em escala global, que incluíam monitoramento de líderes estrangeiros, instituições públicas e empresas de tecnologia. A denúncia chinesa, segundo analistas, insere-se nesse mesmo contexto de disputa pela supremacia tecnológica e pelo controle da informação estratégica no século XXI.

Com informações da CCTV, Ministério da Segurança do Estado da China (MSS)

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Fonte: Brasil de Fato

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