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quarta-feira, 11 fevereiro, 2026
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China condena sanções do Reino Unido e alerta sobre retaliações em meio à pressão ocidental contra a Rússia — Brasil de Fato

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O governo do Reino Unido anunciou, nesta quarta-feira (16), um pacote de sanções contra Moscou, qu atinge empresas russas estratégicas, mas também companhias chinesas acusadas de apoiar o setor energético da Rússia.

O conjunto de medidas é considerado uma das ações econômicas mais duras de Londres desde o início do conflito na Ucrânia. No total, 90 entidades e embarcações foram afetadas, incluindo as petroleiras russas Lukoil e Rosneft, além de 44 petroleiros e sete navios que transportavam gás natural liquefeito (GNL) de origem russa.

Segundo o governo britânico, a iniciativa busca reduzir a capacidade de financiamento militar da Rússia e reduzir sua influência no mercado global de energia.

Entre as companhias estrangeiras afetadas, 11 são chinesas, acusadas de fornecer equipamentos e tecnologia considerados sensíveis ao setor energético e de defesa russos.

Essas restrições fazem parte das chamadas “sanções secundárias”, que atingem empresas de países com relações comerciais próximas com Moscou.

Reação de Pequim

A decisão provocou uma resposta firme do governo chinês, que classificou as sanções como “ações unilaterais sem base no direito internacional”.

Em comunicado da Embaixada da China no Reino Unido, Pequim afirmou que as sanções violam os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas e representam “uma interferência indevida nas relações comerciais normais entre China e Rússia”.

“A China manteve uma posição objetiva e imparcial sobre a crise na Ucrânia e segue comprometida com a promoção de negociações de paz. As trocas normais entre empresas chinesas e russas não devem ser interferidas ou afetadas”, declarou o porta-voz da missão diplomática.

O representante chinês também reforçou que Londres deve corrigir imediatamente o que chamou de erro político, acrescentando: “Instamos o Reino Unido a revogar as sanções contra as entidades chinesas relevantes. Qualquer ação que prejudique os interesses da China será respondida com firmeza”.

Pressão ocidental e disputa geopolítica

As medidas britânicas se somam às restrições já impostas por Washington e Bruxelas, que vêm intensificando o uso de sanções econômicas contra empresas ligadas à Rússia e à China.

Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que a escalada de sanções ocidentais “agrava a fragmentação da economia global e prejudica a cooperação internacional”, ressaltando que Pequim mantém postura neutra e defende o diálogo político para a resolução do conflito na Ucrânia.

Nos últimos dois anos, empresas chinesas também sofreram sanções dos Estados Unidos e da União Europeia, sob acusações de colaboração tecnológica e energética com Moscou. Para Pequim, essas medidas fazem parte de uma estratégia ocidental de contenção econômica e de limitação do avanço industrial e tecnológico da China — o que tem aumentado o distanciamento político entre as principais potências globais.

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Fonte: Brasil de Fato

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