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A China autorizou 183 empresas brasileiras a exportarem café para o país, segundo a embaixada chinesa no Brasil. O anúncio foi feito no sábado (2) pelas redes sociais. A medida beneficia os exportadores brasileiros, que foram afetados pela nova tarifa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na última semana.
As novas licenças para exportar café à China têm validade de cinco anos, de acordo com a embaixada. A tarifa de 50% anunciada pelos Estados Unidos começa a ser aplicada em 6 de agosto e atinge produtos como o café brasileiro.
🚢☕️ #café brasileiro na china!
A China aprovou a habilitação de 183 novas empresas brasileiras de café para exportação ao mercado chinês. A medida entra em vigor em 30 de julho de 2025 e tem validade de 5 anos.#CaféBrasileiro #Exportação #China #BrasilChina #Agro pic.twitter.com/5GK01esuzP
— Embaixada da China no Brasil (@EmbaixadaChina) August 2, 2025
Exportadores de café procuram alternativa aos EUA após tarifaço
A nova taxa representa um desafio para exportadores brasileiros, que vendem cerca de 8 milhões de sacas de café por ano aos Estados Unidos. Agora, eles buscam alternativas para os produtos. Enquanto isso, os exportadores estão em compasso de espera, aguardando que o café seja incluído na lista de exceções ao tarifaço de 50%.
A China é o maior parceiro comercial do Brasil. Já os Estados Unidos compram grandes volumes de carne bovina, suco de laranja e outros produtos brasileiros, além do café. Em 2025, já foi colhido cerca de 85% do café arábica brasileiro, o tipo mais comprado pelos EUA, segundo dados da consultoria Safras e Mercados. A partir deste mês, ele começa a ficar disponível para exportação, e boa parte ainda não foi negociado.
O café ficou fora das exceções ao tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump
Em junho, o Brasil exportou 440 mil sacas de café para os Estados Unidos, quase oito vezes mais que as 56 mil sacas vendidas à China. Os dados são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
O Brasil detém cerca de um terço do mercado de café dos EUA, um comércio avaliado em US$ 4,4 bilhões nos 12 meses encerrados em junho.



