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O diretor do Conselho Econômico Nacional dos Estados Unidos, Kevin Hassett, teve dificuldade, neste domingo (13), para explicar os motivos de o presidente Donald Trump ter anunciado uma tarifa de 50% aos produtos brasileiros a partir de agosto. A informação foi dada inicialmente pelo site “Politico”
Em uma entrevista com Jonathan Karl, da “ABC”, dos Estados Unidos, Kevin Hassett tentou argumentar que as tarifas sobre o Brasil são necessárias não por causa de um déficit comercial, mas sim para enviar uma mensagem sobre o descontentamento de Trump com o tratamento do país ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Hassett disse inicialmente que Trump está “tentando colocar a América em primeiro lugar”.
Pressionado pelo apresentador da “ABC” sobre o fato de as relações comerciais entre Brasil e EUA serem bem-sucedidas, Hassett disse que as “ações do Brasil chocaram o presidente às vezes”. “Na maioria dos países, o que realmente importa é colocar as tarifas em ordem, e acho que essa tarifa sobre o Brasil é mais alta por causa da frustração do presidente com ( o tratamento dado a) Bolsonaro”, disse.
Donald Trump.
O jornalista Jonathan Karl pediu que Hassett explicasse “com que autoridade o presidente tem para impor tarifas a um país porque ele não gosta da forma como o sistema judicial daquele país está lidando com um caso específico?” Hassett desviou-se mais uma vez, citando riscos à segurança nacional.
Hassett também foi questionado sobre como o caso de Bolsonaro representava um risco à segurança nacional dos Estados Unidos, Hassett disse que havia também outros motivos para as tarifas. Hassett não mencionou diretamente quais são essas questões, mas disse que as tarifas fazem parte de “uma estratégia geral”.
“Se você não tiver uma estratégia geral para isso, haverá transbordo e tudo mais, e você não alcançará seus objetivos”, disse Hassett.
Relação entre o Brasil e os EUA
O Brasil está entre os vários países que enfrentam novas tarifas que entrarão em vigor em 1º de agosto. As principais exportações brasileiras para os Estados Unidos incluem café, suco de laranja e carne bovina.



