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quinta-feira, 12 fevereiro, 2026
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Centenas de milhares de palestinos se deslocam ao norte de Gaza após acordo de cessar-fogo — Brasil de Fato

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Ao menos 200 mil palestinos deslocados começaram a retornar às suas casas, nesta sexta-feira (10), em meio a um cenário de destruição, após Israel anunciar a entrada em vigor do cessar-fogo em Gaza. A trégua é parte da primeira fase do plano para por fim ao genocídio na Faixa de Gaza.

Com o início efetivo do cessar-fogo anunciado pelo Exército israelense às 09h GMT (6h no horário de Brasília), milhares de palestinos forçados a deixar suas terras iniciaram uma marcha do sul da Faixa de Gaza para o norte, retornando às suas casas. Outros retornaram aos seus lares em Khan Yunis, no sul de Gaza, e encontraram suas residências completamente destruídas, segundo imagens divulgadas pela AFP.

Ameer Abu Iyadeh, um deslocado de 32 anos, relatou à AFP em Khan Yunis que este retorno está “cheio de feridas e dor”. Já Arij Abu Saadaeh, de 53 anos, contou que está “feliz pela trégua e pela paz”, mas acrescentou: “Sou mãe de um filho e uma filha que foram assassinados, e estou de luto por eles.”

“Só rezo para que [minha casa] não tenha sido destruída. Só esperamos que a guerra acabe de uma vez por todas, para não termos que fugir nunca mais”, disse Mohamed Mortaja, de 39 anos, enquanto se dirigia para sua casa na Cidade de Gaza.

Mohamed al Mughayyir, um alto funcionário da Defesa Civil, uma agência de resgate que opera sob a autoridade do governo do Hamas, confirmou à AFP que as forças israelenses se retiraram de várias áreas da Cidade de Gaza.

Paralelamente, a Associação de Imprensa Estrangeira em Jerusalém instou Israel, nesta sexta-feira, a conceder acesso independente a Gaza. As autoridades israelenses têm impedido que jornalistas de meios estrangeiros entrem no devastado território desde o início da guerra.

Israel lançou uma ofensiva terrestre e aérea especialmente intensa nas últimas semanas para tomar Cidade de Gaza, a maior cidade do território palestino, com o objetivo de aniquilar o Hamas. O Exército israelense anunciou que suas tropas começaram a se posicionar ao longo das “linhas de retirada, em preparação para o acordo de cessar-fogo e retorno dos reféns”.

Mas advertiu que algumas áreas continuam sendo “extremamente perigosas”. O enviado especial do presidente Donald Trump, Steve Witkoff, utilizou seu perfil no X, para confirmar que o “Exército de Israel completou a primeira fase de sua retirada para a linha amarela às 12h”.

“O período de 72 horas para a liberação de reféns começou”, acrescentou.

Troca de prisioneiros

O cessar-fogo e a liberação dos reféns estão previstos no acordo aprovado na quinta-feira após quatro dias de negociações indiretas no Egito entre o Hamas e Israel. O acordo baseia-se em um plano de 20 pontos anunciado no final de setembro pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O acordo com o movimento islamista palestino Hamas também deve permitir a libertação dos prisioneiros israelenses mantidos em Gaza dentro de um prazo de 72 horas. O documento estipula o retorno a Israel de todos os prisioneiros israelenses mantidos em Gaza, sendo 20 vivos e 28 restos mortais.

Israel deve libertar 250 detidos por razões de segurança e 1.700 palestinos de Gaza presos pelas forças israelenses desde outubro de 2023. Na lista que Israel publicou nesta sexta-feira com os 250 prisioneiros que poderiam ser trocados, não aparece nenhuma das figuras emblemáticas da luta armada palestina.

Apesar das celebrações em Israel e em Gaza, ainda restam muitos assuntos para serem resolvidos, entre eles o desarmamento do Hamas e a proposta de uma autoridade de transição para Gaza, liderada por Trump, que fazem parte do plano proposto pelo presidente dos Estados Unidos. Em um comunicado conjunto, os dirigentes da Alemanha, Reino Unido e França pediram ao Conselho de Segurança da ONU que dê “apoio total” ao plano de paz em Gaza promovido pelos Estados Unidos.

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Fonte: Brasil de Fato

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