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sexta-feira, 20 março, 2026
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Castro nomeia contratado em folha secreta como secretário

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Por Igor Mello

Em um dos seus últimos atos como governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL-RJ) decidiu nomear como secretário de Trabalho e Renda um dos políticos que receberam recursos em cargo secreto na Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). Na próxima terça-feira (24), o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deve concluir o julgamento de Castro justamente por conta do esquema dos cargos secretos no Ceperj e na Uerj.

Castro escolheu como secretário o deputado estadual Daniel Marcos Barbiratto de Almeida, conhecido como Daniel Martins (União Brasil). O político, afilhado político do ex-deputado Luiz Martins, recebeu ao todo R$ 112 mil entre junho e dezembro de 2021. Na época, ele estava sem mandato.

Martins foi um dos contratados como bolsista no programa Observatório Social da Operação Segurança Presente, um dos maiores mantidos pelo governo Castro em parceria com a Uerj. O programa foi criado por iniciativa de Rodrigo Bacellar (União Brasil), então secretário de Governo de Castro e posteriormente eleito presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) –hoje, ele se encontra afastado após ser preso por suposto envolvimento com o Comando Vermelho.

Julgamento de Castro no TSE

Castro nomeou 11 novos secretários, substituindo quadros precisaram se descompatibilizar para disputar a eleição deste ano. Nos bastidores, aliados afirmam que Castro deve renunciar ao cargo de governador antes da conclusão do julgamento do TSE. A tendência é que isso ocorra na próxima segunda-feira (23).

A decisão não salva a pele de Castro, que ficará inelegível caso seja confirmada a condenação no TSE –o placar do julgamento é de 2 a 0 contra ele.

No entanto, a saída dele do cargo por meio da renúncia garante que seja feita uma eleição indireta para governador, com votos apenas dos deputados estaduais. Caso Castro seja cassado, a eleição para o mandato tampão seria direta, com voto popular.

Nomeado foi preso na Lava Jato

Daniel Martins foi preso na Operação Furna da Onça, uma das mais célebres fases da Lava Jato do Rio.

Ele é enteado do ex-deputado estadual Luiz Martins, que também preso na Operação Furna da Onça. Daniel Martins chegou a ficar nove meses em prisão preventiva sob a acusação de corrupção passiva.

Segundo o MPF, Daniel Martins atuava como um operador de Luiz Martins, recebendo os pagamentos mensais feitos pela organização criminosa comandada pelo ex-governador Sérgio Cabral para comprar o apoio político na Alerj.

O caso saiu da esfera criminal e foi enviado para a Justiça Eleitoral.





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