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A cerca de um ano das eleições de 2026, nomes de possíveis candidatos de partidos progressistas surgem para fazer oposição a uma eventual candidatura à reeleição do governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) com diferentes graus de apoio.
Tarcísio despontou como um dos cotados para ser o candidato da coalizão bolsonarista à Presidência da República depois que Jair Bolsonaro (PL) foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por articular a trama golpista.
No início desta semana, no entanto, o governador falou que vai se candidatar à reeleição e descartou a possibilidade de entrar na disputa nacional. “Sou candidato à reeleição, como eu tenho dito. Isso já está claro”, afirmou Tarcísio em coletiva de imprensa após visitar o ex-presidente em Brasília.
Entre as legendas do campo progressista, nenhum quadro se lançou oficialmente como aposta para a disputa estadual. Nos bastidores, porém, alguns nomes ganham mais força do que outros. No PT, a expectativa é de que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, seja apresentado como candidato natural da sigla para encabeçar a chapa.
Segundo fontes internas ouvidas pelo Brasil de Fato, o nome do ex-prefeito de São Paulo é ventilado pelo presidente Lula, pela base militante e pelos diretórios do partido. Caso seja ungido candidato, Haddad reeditará o duelo com Tarcísio, repetindo a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes de 2022, quando foi derrotado pelo atual governador por 55,27% a 44,73%.
No xadrez das articulações, o PT também não descarta apoiar nomes de fora da sigla, caso Fernando Haddad não alcance musculatura suficiente para a disputa. Entre as alternativas, aparecem ministros de Estado como Simone Tebet (MDB, Planejamento e Orçamento), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB, Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e Márcio França (PSB, Empreendedorismo e Microempresa).
França também pode receber apoio do Psol, que não sinaliza até o momento disposição para bancar uma candidatura própria ao governo paulista. A avaliação do Psol é que o pessebista não seria a opção mais alinhada em termos programáticos, mas poderia se mostrar a alternativa mais viável eleitoralmente para frear o bolsonarismo em São Paulo.
Para os outros nomes, pesa a leitura de que seria “deselegante” retirar Alckmin da vice-presidência e da Esplanada para lançá-lo numa disputa incerta. A mesma lógica se aplica a Fernando Haddad, derrotado na eleição anterior. Entre petistas, cresce a defesa de que sua projeção nacional poderia ser melhor capitalizada em uma candidatura ao Senado.
Por ora, está fora do radar o nome de Guilherme Boulos, que perdeu a eleição para a Prefeitura no ano passado para Ricardo Nunes (MDB), aliado de primeira hora de Tarcísio de Freitas. Boulos deve ser indicado para assumir a Secretaria-Geral da Presidência em substituição a Márcio Macêdo nos próximos dias. A mudança afastaria o ex-candidato da corrida eleitoral, já que conciliar uma agenda de campanha comprometeria o desempenho de suas funções na pasta.
Nesta terça-feira (30), partidos de esquerda e centro-esquerda se reuniram para discutir a votação do projeto de lei sobre a isenção do Imposto de Renda para aqueles que recebem até R$ 5 mil por mês.
Nos bastidores, também foi discutido um diagnóstico sobre as candidaturas que cada partido vem articulando. Participaram do encontro Paula Coradi, presidente nacional do Psol; Edinho Silva, presidente nacional do PT; João Campos, presidente nacional do PSB; Paulo Lamac, porta-voz da Rede Sustentabilidade; e Talíria Petrone, líder do Psol na Câmara.
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Fonte: Brasil de Fato



