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terça-feira, 24 março, 2026
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Caiado ganha força e pode atrair PP com Tereza Cristina como vice, com ou sem Federação

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Tão logo recebeu o telefonema do governador do Paraná, Ratinho Jr., no fim da manhã desta 2ª feira, 23 de março, comunicando-o da desistência de disputar as prévias do PSD para a definição da candidatura partidária à presidência da República, Gilberto Kassab, disparou cinco telefonemas em ritmo frenético. Falou com Ciro Nogueira, Antônio Rueda, Ronaldo Caiado, Eduardo Leite e Tereza Cristina, não necessariamente nessa ordem.

Com seus congêneres do PP, Ciro Nogueira, e do União Brasil, Antônio Rueda, Kassab fez uma consulta. Quis saber sobe a possibilidade de uma coligação PSD-Federação UP. Não escutou negativas, muito pelo contrário. Também não ouviu assertivas. No momento, dada a confusão dos cenários estaduais, onde as bancadas locais têm projetos próprios diferentes dos caciques nacionais, a Federação União Progressista (que ainda não foi sacramentada em definitivo junto à Justiça Eleitoral) tende a liberar os apoios à presidência sem integrar chapa alguma.

Com Ciro Nogueira o papo avançou um pouco mais do que com o neófito da política, Antônio Rueda: de pronto, Kassab especulou o nome da senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura de Jair Bolsonaro, como vice numa chapa liderada por um nome de seu partido. “Com ou sem o União Brasil”, ficou claro. Ou seja, a Federação UP, que tem até a noite do dia 3 de abril para ser formalizada junto ao Tribunal Superior Eleitoral, é um bode que pode ser retirado da sala.

 

DEFINIÇÃO DO PSD SAI RÁPIDO

Nas primeiras ligações para os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, o presidente do PSD avisou que tentaria anunciar o candidato do partido à presidência até o sábado, 28 de março. Porém, a data mais indicada nas conversas, em razão da pressa de todos para definir seus futuros, é a quarta-feira 25 de março. Ambos os governadores acataram a ideia e acharam razoável o prazo. A data fatal para desincompatibilização dos dois nos governos que lideram é a sexta-feira da Paixão, 3 de abril, em pleno feriado da Semana Santa.

Caiado e Leite, que deixarão seus cargos em quaisquer hipóteses, querem tempo hábil para promoverem “festas de saída” até a quinta-feira 2 de abril. O governador goiano foi avisado, ainda, que não liberasse o publicitário mineiro Paulo Vasconcellos, que vem cuidando de seu marketing de pré-campanha, para o PL de Flávio Bolsonaro. Ante a certeza de que o candidato do PSD seria Ratinho Jr., o desistente, Vasconcellos já havia se apalavrado com a turma do filho de Jair Bolsonaro para tocar a campanha dele. Agora, não mais: Caiado não o liberará.

Por fim, Gilberto Kassab fez a cortesia de informar à senadora Tereza Cristina que vê a ex-ministra da Agricultura de Jair Bolsonaro como detentora do perfil ideal para ser vice ou de Caiado, ou de Leite. Não é segredo para ninguém dentro da cúpula do PSD, nem no entorno das amizades privadas do presidente da sigla, que o governador goiano passou a ter preferência para ficar com o cetro da disputa interna e assumir-se candidato à presidência. Uma chapa Caiado-Tereza Cristina fechou o dia de intensas negociações na centro-direita brasileira como a mais provável. Porém, se as articulações não caminharem nesse sentido, Kassab topa lançar uma chapa puro-sangue de seu partido. Nesse caso, a configuração Caiado-Leite, com o gaúcho de vice, parece-lhes a mais razoável.

DA UDR NA CONSTITUINTE AO GOVERNO DE GOIÁS

Ronaldo Caiado surge como pule-de-dez na vaga de nome do PSD à presidência da República porque tem uma carreira política mais longa e consistente que a de Eduardo Leite e resultados mais robustos à frente da gestão de Goiás nos últimos sete anos e meio. Ele surgiu na política como líder do movimento ruralista na Assembleia Nacional Constituinte de 1987/88 à frente do União Democrática Ruralista (UDR) que já fazia ali um contraponto às teses dos constituintes com atuação mais à esquerda.

Em 1989, Caiado obteve apenas 0,8% dos votos válidos para a presidência e amargou um 10º lugar na disputa em que Lula passou ao 2º turno contra Fernando Collor. Em 1990 elegeu-se deputado. Ficou sem mandato entre 1995 e 1998, pois perdeu a eleição para governador goiano em 1994. Elegeu-se deputado em 1998 e cumpriu mandatos sucessivos na Câmara até 2014, quando venceu sua primeira eleição majoritária, para senador, por Goiás. Em 2018 elegeu-se governador e foi reeleito em 2022.

 





ICL Notícias

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