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quarta-feira, 4 novembro, 2026
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Café, bolo e diálogo: as Banquinhas Vira Voto e o crescimento de Lula em Manaus

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Com 81 mil votos a mais no segundo turno, Lula avançou 7 pontos percentuais na capital amazonense. Iniciativa idealizada por Anne Moura levou voluntários, materiais de campanha e diálogo às ruas de todas as zonas da cidade.

Na reta final das eleições de 2026, Manaus viveu uma intensa mobilização popular. Entre as iniciativas realizadas, as Banquinhas Vira Voto Lula & Omar, idealizadas pela dirigente nacional do PT Anne Moura, apostaram em uma maneira simples e acolhedora de fazer política: café, bolo e conversa olho no olho.

O resultado das urnas mostrou um crescimento expressivo de Lula na capital amazonense. No primeiro turno, o presidente recebeu 439.027 votos, equivalentes a 37,13% dos votos válidos. Já no segundo turno, alcançou 520.418 votos, ou 44,17%, um aumento de 81.391 votos e 7,04 pontos percentuais.

Embora o crescimento eleitoral envolva diferentes fatores, as banquinhas fizeram parte do esforço de mobilização que buscou aproximar a campanha dos eleitores indecisos e de pessoas pouco envolvidas com as atividades partidárias.

As ações aconteciam simultaneamente, principalmente no final da tarde, em todas as zonas de Manaus. Paradas de ônibus, entradas de supermercados, shoppings e pontos de grande circulação de trabalhadores se transformaram em espaços de diálogo.

Com grupos de aproximadamente cinco voluntários, as equipes distribuíam materiais, apresentavam propostas e conversavam com a população. O café e o bolo ajudavam a tornar o ambiente mais acolhedor.

Para Anne Moura, a iniciativa representou uma maneira de descentralizar a campanha e chegar aos bairros mais distantes, alcançando trabalhadores que muitas vezes não tinham disponibilidade para participar dos grandes atos ou buscar materiais eleitorais.

A mobilização também reuniu pessoas sem vínculos partidários, que chegaram por meio de chamadas nas redes sociais e decidiram dedicar parte do seu tempo ao trabalho voluntário.

“Muitos votos foram virados e o material chegou até quem precisava, conscientizando a população do perigo que o bolsonarismo representava”, relata Diego Pacheco, voluntário responsável por uma das banquinhas da Zona Leste.

No bairro do Coroado, dona Jeronima Moura manteve uma banquinha fixa, com atividades que também se estendiam a pontos da Avenida Beira-Mar, uma das principais vias do bairro.

“A banquinha foi maravilhosa, pois era a oportunidade de ficar olho no olho com o povo, mostrando as propostas de Lula. Foi uma vitória da democracia!”, conta dona Jeronima.

O crescimento nas urnas e a força da mobilização

O avanço de Lula em Manaus foi significativo. Enquanto sua votação passou de 37,13% para 44,17% dos votos válidos, a de Flávio Bolsonaro passou de 54,28% para 55,83%. Apesar do crescimento, Lula terminou o segundo turno atrás do adversário na capital.

No Amazonas, porém, Lula venceu com 54,02% dos votos válidos, somando 1.145.783 votos.

Para os organizadores, a experiência das banquinhas demonstrou a importância de uma campanha descentralizada, construída com voluntários e presente nos espaços cotidianos da população.

Mais do que distribuir materiais, a iniciativa buscou recuperar o diálogo e a escuta como instrumentos de participação política.

A experiência deixou uma marca na mobilização eleitoral de Manaus: a política também pode acontecer na parada de ônibus, na esquina do bairro e em torno de uma mesa com café e bolo.

Uma campanha feita nas ruas, com participação popular, proximidade e diálogo.

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