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terça-feira, 10 fevereiro, 2026
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BRB pode receber recursos do governo do DF

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O Banco de Brasília (BRB) informou que já possui um plano de capital estruturado caso seja confirmado prejuízo decorrente da compra de carteiras de crédito do Banco Master. Entre as alternativas avaliadas está um aporte direto do acionista controlador, o governo do Distrito Federal (GDF), que, segundo a instituição, já teria dado sinal verde caso seja necessário.

As operações sob análise somam R$ 16 bilhões e estão sendo apuradas pelo Banco Central, além de auditoria independente conduzida pelo escritório Machado e Meyer, com suporte técnico da consultoria Kroll.

Em nota, o BRB reforçou que “permanece sólido, operando normalmente”, assegurando a continuidade de todos os serviços financeiros, como crédito, investimentos e atendimento em canais digitais e presenciais.

O banco destacou ainda possuir patrimônio líquido de R$ 4,5 bilhões e patrimônio de referência de R$ 6,5 bilhões, indicadores que, segundo a instituição, demonstram sua robustez financeira.

Credor na liquidação e reforço de controles

O BRB informou também que é credor na liquidação extrajudicial do Banco Master e que tem adotado medidas para aprimorar seus controles internos. Segundo o banco, suas carteiras estão em conformidade com os padrões exigidos pelos órgãos reguladores e de controle.

Na última segunda-feira (12), representantes do BRB se reuniram com o liquidante do Master com o objetivo de reaver recursos pertencentes à instituição. “Como credor na liquidação, o Banco respeita a ordem de prioridade dos demais credores, mas segue atuando com firmeza para recuperar todos os compromissos pendentes”, afirmou a instituição.

Investigação e impacto na gestão

As operações entre BRB e Master estão no centro da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura uma suposta fraude de até R$ 12 bilhões envolvendo a venda de carteiras falsas de crédito consignado. Em novembro de 2025, a PF prendeu o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, além de outros executivos, e cumpriu mandados de busca e apreensão, inclusive na residência de gestores do BRB.

No contexto da investigação, o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi afastado do cargo e substituído por Nelson Antônio de Souza. O caso tramita em sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Dias Toffoli.

Mudanças no conselho e na alta administração

Em meio à crise, o BRB comunicou ao mercado que o governo do DF indicou três novos nomes para o conselho de administração da instituição. Os acionistas votarão a destituição de conselheiros em assembleia geral extraordinária marcada para 5 de fevereiro, com eleição dos novos membros prevista para 19 de fevereiro de 2026.

Foram indicados Edison Antônio Costa Britto Garcia, em substituição a Marcelo Talarico; Joaquim Lima de Oliveira, para ocupar a cadeira de Luis Fernando de Lara Resende; e Sérgio Ricardo Miranda Nazaré, como membro independente. “A companhia seguirá o rito de governança aplicável”, informou o banco.

Garcia é advogado, presidente da Companhia Energética de Brasília (CEB) e ex-integrante de órgãos como Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Advocacia-Geral da União (AGU) e Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Joaquim Lima de Oliveira tem passagem pela Caixa Econômica Federal, onde foi diretor e vice-presidente interino. Já Nazaré é economista, doutor em ciências contábeis e professor da Universidade de Brasília, com experiência no Banco do Brasil.

Além disso, o BRB anunciou mudanças recentes na alta administração, incluindo novas nomeações para áreas estratégicas do conglomerado financeiro. Segundo Nelson Antônio de Souza, as alterações estão alinhadas aos pilares do novo planejamento estratégico, com foco em resultados, pessoas e governança.



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