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Um grupo de 13 ativistas brasileiros, integrantes da Flotilha Global Sumud, presos ilegalmente por Israel em águas internacionais e deportados para a Jordânia, vão desembarcar no Brasil nesta quinta-feira (9). O pouso da Qatar Airways está marcado para as 10h40, no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP). Eles tentavam levar ajuda humanitária aos palestinos de Gaza, vítimas de um genocídio iniciado a exatos dois anos.
Segundo a assessoria da flotilha, haverá uma recepção no portão de desembarque do Terminal 3 do aeroporto, onde também darão uma coletiva de imprensa.
O grupo partiu de Barcelona no dia 31 de agosto com destino a Gaza, na Palestina, com a missão de levar ajuda humanitária aos palestinos sob genocídio, como alimentos, água, medicamentos, próteses e fórmulas infantis. Foram 44 barcos com mais de 460 integrantes de mais de 40 países. Israel interceptou e sequestrou ilegalmente as embarcações e ativistas nos dias 1 e 2 de outubro, durante a noite e madrugada.
Entre os membros da delegação, está a deputada federal Luizianne Lins (PT/CE), a vereadora de Campinas (SP), Mariana Conti (Psol) e o ativista Thiago Ávila, um dos organizadores da flotilha que já havia sido preso nas mesmas condições pelo regime israelense, em junho deste ano.
Itamaraty condena interceptação ilegal e coordena libertação de brasileiros presos
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil divulgou nota logo após a interceptação dos navios, em que “condena, nos mais fortes termos, a interceptação ilegal e a detenção arbitrária, por Israel”.
Na ocasião, o Itamaraty informou que a Embaixada do Brasil em Tel Aviv e da Embaixada de Israel em Brasília foram formalmente notificadas da “inconformidade do Brasil com as ações do governo de Israel” e qualifica a ação das forças israelenses como uma “grave violação ao direito internacional, incluindo o direito marítimo internacional, em particular a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), que consagra a liberdade de navegação”.
Nesta terça (7), a diplomacia brasileira divulgou um novo comunicado, confirmando a condução dos brasileiros presos até a fronteira com a Jordânia e sua libertação.
A flotilha Global Sumud, integrada por mais de 40 embarcações e 420 ativistas de diferentes nacionalidades, tinha caráter pacífico e tentava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza quando foi interceptada em águas internacionais por forças militares do Estado de Israel. O Brasil conclama a comunidade internacional a exigir de Israel a cessação do bloqueio à Gaza, por constituir grave violação ao direito internacional humanitário.
Israel ataca nova flotilha com 145 integrantes
O regime israelense interceptou uma nova missão humanitária a aproximadamente 120 milhas náuticas de Gaza, em águas internacionais, nesta quarta-feira (8). Acredita-se que nove veleiros foram atacados pela Marinha israelense. 145 ativistas estavam a bordo, entre eles médicos, enfermeiros e jornalistas que tentavam chegar ao território palestino.
“O ataque de Israel contra civis desarmados no mar e a apreensão das embarcações humanitárias constituem uma grave violação do direito internacional e destacam a impunidade com que Israel continua a agir”, destacou a coordenação da flotilha humanitária, em nota.
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Fonte: Brasil de Fato



