O catarinense Paulo Ricardo Dutra, de 24 anos, morreu durante uma missão na guerra da Ucrânia após, segundo relatos repassados à família, pisar em uma mina terrestre. Natural de Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, o jovem estava no país desde junho e havia passado cerca de três meses em treinamento antes de participar de sua primeira missão.
A morte foi comunicada aos familiares no domingo (13). De acordo com informações recebidas por parentes e colegas de combate, Paulo sofreu graves ferimentos na explosão e perdeu uma das pernas. Ele ainda teria conseguido conversar com outros soldados antes de morrer.
O corpo permanece em território ucraniano. Segundo a família, as condições de segurança na região de combate dificultam a retirada e, até esta quarta-feira (16), ainda não havia previsão para o traslado ao Brasil.
Os parentes buscam orientação jurídica para realizar os procedimentos necessários para a confirmação oficial da morte, identificação e repatriação do corpo.
Jovem estava na primeira missão
Paulo havia chegado à Ucrânia em junho com o objetivo de seguir carreira militar. Antes da viagem, ele morou na Espanha e chegou a se alistar no Exército espanhol, mas retornou ao Brasil para realizar um tratamento odontológico.
De volta a Santa Catarina, trabalhava como atendente em uma loja de materiais de construção em São Francisco do Sul. Segundo familiares, ele conheceu pela internet um recrutador que o convidou para ir à Ucrânia.
Durante os meses de treinamento, Paulo mantinha contato frequente com a família. Na quarta-feira (9), avisou à mãe que sairia para participar de uma missão.
No dia seguinte, os familiares receberam a informação de que um militar havia ficado ferido durante a operação e que Paulo teria tentado prestar socorro. Depois disso, os parentes ficaram sem conseguir contato com o jovem.
Conforme os relatos recebidos pela família, os soldados teriam parado para descansar durante a noite. No dia seguinte, Paulo teria saído para buscar mantimentos deixados por um drone quando pisou na mina terrestre. A dinâmica exata do episódio ainda depende de confirmação oficial.
Família tenta trazer corpo ao Brasil
Os familiares agora buscam informações sobre os procedimentos para retirar o corpo da região de conflito e realizar o traslado para Santa Catarina.
Até a última atualização disponível, o governo ucraniano ainda não havia reconhecido oficialmente a morte, de acordo com o relato dos familiares.



